09 de julho de 2026
Nacional

Mercado prevê inflação maior neste ano e menor em 2007

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A pequena aceleração dos preços registrada em outubro fez os analistas do mercado financeiro aumentarem a previsão para a inflação para este ano. Já para 2007, ela foi reduzida. Eles elevaram de 3,05% para 3,06% a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2006. A do ano que vem foi reduzida de 4,12% para 4,10%, segundo o boletim Focus, divulgados semanalmente pelo Banco Central (BC).

A meta do governo é uma inflação de 4,5% nos dois anos, com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Em outubro, o IPCA ficou em 0,33%, contra 0,21% no mês anterior. Ainda de acordo com o levantamento, a projeção do Índice Geral de Preços - Disponibilidade InternaI (GP-DI) passou de 3,70% para 3,77% para este ano. A do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) foi elevada de 3,67% para 3,75%. Para 2007, a previsão dos índices ficou em 4,3% e 4,38%, respectivamente. Sobre a taxa de juros, os analistas mantiveram a previsão para a Selic no final do ano em 13,25% ao ano.

Na última reunião, ela foi reduzida de 14,25% ao ano para 13,75% ao ano. Para novembro, último encontro do ano, a previsão é que o corte seja de 0,5 ponto percentual. Até o final do ano que vem a expectativa é que a taxa de juros chegue a 12% ao ano. Mais uma vez, os analistas ouvidos pelo BC reduziram a previsão de crescimento para a economia deste ano. Eles ajustaram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2006 de 2,97% para 2,95%. É o segundo ajuste para baixo consecutivo.

Para o ano que vem, a expectativa foi mantida em 3,5%. A autoridade monetária espera que a economia cresça 3,5% neste ano. A previsão faz parte do “Relatório de Inflação” de setembro. Antes, a previsão era de um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4%. Já a projeção do Ministério da Fazenda é de 3,7%.

Para a produção industrial, os analistas esperam um incremento de 3,16% em 2006, contra 3,12% no levantamento anterior. Já a projeção em relação ao superávit comercial - saldo positivo entre exportações e importações - foi elevada de US$ 44,95 bilhões para US$ 45 bilhões. Para o ano que vem, a expectativa é de US$ 37,42 bilhões.