07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Afastado ou não?

O prefeito Tuga Angerami (sem partido) comete uma possível gafe no texto do relatório preliminar sobre irregularidades na Sear enviado à Promotoria e Câmara. Ele refere-se a Nélson Fio como afastado, quando o secretário recebeu férias enquanto seguem as apurações sobre sua gestão. O que fica difícil de compreender é a demora na medida, já que o caso chegou ao Gabinete em agosto.

• Amadurecimento

Um vereador vê com amadurecimento as intervenções até agora de colegas sobre denúncias contra o governo, referindo-se à ação de primeiro checar documentos e informações para depois partir para uma possível Comissão de Inquérito. Mas o mesmo parlamentar indaga qual tem sido o papel da nova Comissão de Fiscalização e Controle nesses casos, até agora?

• Mais que indícios

A esta altura fica claro que as operações da Sear foram além do desleixo. São diversas notas fiscais emitidas sem a elementar identificação dos veículos consertados e há até duplicidade de nota fiscal para o mesmo equipamento. Do jeito que está, é preciso saber quem foi quem na pasta, de onde vieram os escolhidos por Nélson Fio e quais são as relações entre os personagens.

• Emdurb no foco

O vereador Marcelo Borges (PSDB) não esqueceu a Emdurb. O tucano solicitou ao prefeito Tuga Angerami (sem partido) informações sobre os cargos de confiança da empresa. Ele quer saber quantos são, quantos estão ocupados e por quem. A proposta do vereador é diminuir drasticamente os cargos comissionados na empresa, para diminuir os gastos.

• Reestruturação

A troca na coordenação da Defesa Civil não deve mudar o discurso dos vereadores. O vereador Arildo Lima Júnior (PP), que acompanhou a posse do novo coordenador, foi enfático e afirmou que “não adianta trocar uma peça, se a estrutura não funciona”. Para Lima, a prefeitura tem que reestruturar a Defesa Civil, independente de quem esteja no comando.

• Mesma língua

Ao que parece, o novo coordenador da Defesa Civil, Eros Antônio Pereira, tem pelo menos o discurso adequado à filosofia da administração, defendida pelo chefe de Gabinete, Paulo Canalli. A primeira frase de Pereira no cargo sintetiza o espírito: “Quem está no barco tem que remar no mesmo sentido”, disse. Em tempo: pelo que foi visto com as chuvas de domingo, pode faltar barco na Defesa Civil.

• Longo caminho

O Gabinete do prefeito nem bem comemorou a aprovação de dois dos projetos sobre Funprev na Comissão de Justiça da Câmara Municipal, o que significaria escapar do crivo da Consultoria Jurídica, e veio a notícia nada boa. A Comissão de Economia encaminhou o projeto de proposta de acordo da dívida para três manifestações, do Conselho Regional de Economia (Corecon), da Consultoria Administrativa do Legislativo e também da Consultoria Jurídica. Ao invés de um, agora virão três posições sobre o mesmo assunto.

• Dissídio coletivo

O Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm) realiza hoje, às 17h30, assembléia com a categoria. Os servidores vão discutir a campanha salarial 2006, que já rendeu muito pano para manga, pois o assunto vem sendo discutido desde abril, mês do dissídio da categoria.