08 de julho de 2026
Articulistas

Que qualidade de vida é essa?


| Tempo de leitura: 2 min

Durante a nossa vida, vamos recolhendo respostas e mais respostas a todas às perguntas que vão aparecendo. Juntamos tudo e guardamos na ponta da língua, sempre tendo uma resposta prontinha para qualquer questionamento. Afinal, temos personalidade; somos experientes; e vividos.

Triste fim de quem quer sempre ser o dono da verdade. Não é assim, faça diferente, não seja desse jeito... e seguimos dando conselhos. Somos auto-suficientes, neuróticos e mesquinhos. Assim é a vida, quando o que há de melhor é o que existe lá fora e os erros são sempre dos outros. Triste vida!

Compramos as respostas todas prontas, nas vitrines das lojas. Aceitamos as respostas que o mundo dá; que os outros oferecem; e os sabichões da humanidade vendem na rua 25 de março da nossa vida. Sem questionamentos, seguimos adiante sem nos dar conta de que a vida vai passando.

E a vida vai ficando cada vez mais morna. Nossos verdadeiros desejos vão se tornando coisas do passado; as expectativas ficam sufocadas. Acaba o dia e não fizemos nada. Acaba a noite e não dormimos direito. Tenho a certeza de que o ser humano vive achando que nunca vai morrer; e morre achando que não viveu. Que qualidade de vida é essa? A que compramos em fast-food... acompanhada de batatas e casquinha mista.

Se o coração não vibrar, adeus à vida, adeus aos bons motivos para sempre ser criança e descobrir os segredos da existência. Mas cada um sabe mexer o doce da sua panela. Afinal de contas... o que você está fazendo para ser feliz? Lendo livros de auto-ajuda e assistindo às palestras que dão fórmulas de bem estar? Ou resolveu realmente ser feliz? O impacto dos questionamentos acelera o nosso coração. A decisão de escolher a felicidade como caminho é o argumento mais forte da nossa vida. Parece tolo, mas é a essência da vida, algo como caminhar pela areia branquinha de uma praia e olhar a vida de frente. Muita poesia? Pergunte ao seu coração e tente ouvi-lo.

Além disso, existe algo que quero dizer... e a hora é agora. O espiritualista indiano Osho mostra um caminho: “Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as conseqüências”.

Esta é a essência do Carpe Diem. Só vai mudar a própria história quem optar por ser feliz. Afinal, Luiz Fernando Veríssimo tem mesmo razão: “se quem quase morre, ainda está vivo; quem quase vive, já morreu”.

O autor, Reginaldo Tech, é professor de literatura e redação, e coordenador da ONG COMVIDA. Leia mais textos acessando: www.blogdotech.zip.net. Acesse também: www.comvida.org