Curitiba - A secretária Daniele Gonçalves de Freitas, 25 anos, morreu na mesa de cirurgia após se submeter a um implante de silicone nos seios, no hospital Santa Madalena Sofia, em Curitiba (PR), no sábado. A operação foi feita pelo clínico, cirurgião geral Marcos Ceschin. Ele não tem especialização em cirurgia plástica.
A morte da jovem, segundo nota divulgada pelo médico ontem, foi uma “verdadeira fatalidade”, causada por hipertermia maligna. Rara, a doença é provocada por deficiência de enzimas no organismo e pode ser controlada com medicamentos.
Dante Bytner, amigo da família de Daniela, disse que ele e sua mulher foram chamados a comparecer no hospital no sábado. Chegaram às 14h10 e encontraram Daniela já morta. A cirurgia foi feita de manhã.
A família da jovem irá apresentar queixa contra o médico no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná. Bytner disse acreditar que a família também acionará Ceschin na Justiça. Em nota, Ceschin diz que a hipertermia maligna é o “temor de qualquer equipe cirúrgica, em qualquer serviço médico do mundo”. Afirmou ainda que sua equipe já fez cerca de 15 mil cirurgias em 25 anos, sem mortes.