09 de julho de 2026
Articulistas

Um convite à felicidade


| Tempo de leitura: 2 min

As atrocidades encontradas no caminho de nossa vida devem ser retiradas e não permanecer intactas impedindo nossos passos. O interior humano muitas vezes retira de nossas entranhas fragmentos grudados e acumulados, deteriorando nossa alegria de viver. Ser feliz não é ser personagens de um mundo mágico e de céu permanentemente estrelados. A vida muitas vezes nos dá curto- circuito.E estes momentos de apagão não são de ações e sim de reflexões.Os freios que a existência nos dá não devem nos retirar de nossas estradas.Somente quem anda por caminhos sem pavimentação e sobre curvas tortuosas terá a possibilidade de descobrir as avenidas e aumentar a velocidade sem perigo, porque nosso aprendizado vivencial nos ensinou que depois da curvas as estradas tornam-se linear e o caminho sem erros nos levam ao nosso intimo confortavelmente. Felicidade é expulsar a fabrica dos aborrecimentos instalada fortemente em nosso íntimos.Abrir sem medos as portas para que as alegrias retidas voem sem timidez num espaço cuidadosamente espaçoso.

Não existem vidas humanas que não tenham no seu repertório a infinidade de um universo híbrido de êxitos com fracassos.A vida nos empurra para o abismo, mas somente a nós somos dado à possibilidade de sair ou continuar no teto profundo sobre a escuridão.O primeiro passo é olhar sobre as frestas a beleza do arco íris lá fora.Se mantiver o foco da transitoriedade dos sofrimentos o arco-íris como um imã puxará para fora do abismo, retirando-nos com a velocidade de um elevador. Não existe vida sem problemas, mas também não existe vida só com problemas. Saber domar com agilidade os obstáculos que aparecem em nossas frentes é acostumar a existência nas estradas molhadas, porém com alta perícia e atenção redobrada. Manter-se nas estradas e se possível andando nos momentos de tormentos e perigo é preciso compreender e ser mecânico, com para- brisa limpo, pois somente assim teremos sempre a visão ampla de nossos horizontes. Felicidade é ter horizontes amplos mesmo nos momentos de encurtamento provocado pela agonia existencial.É aprimoramento constante com manutenção dos sonhos que nos levam a terra firme com sua motivação avalassadora. Felicidade é vencer nos olhos alheios, mas é também ser descobridor de seus tesouros íntimos, e escalar nossas montanhas próprias, e lá de cima jogar terras nos pesados problemas vivenciais, sepultando definitivamente.

Busque na bilheteria do espetáculo da vida seu ingresso e, depois de estar lá dentro do teatro, rasque o bilhete e aprenda que na existência não existe um só um bilhete para todos os espetáculos.As renovações de bilhetes deve vir precedidas também de renovação vivencial. Lute bravamente e ponha em temporada prolongada seu próprio espetáculo, e quando terminar tenha o direito de ir para o camarins ornamentado pela felicidade. E no antro dos artistas, que são camarins, compreenda que o preço do bilhete é o sossego consigo próprio mesmo no momento de violenta ebulição existencial.

O autor, Juarez Alvarenga, é advogado e escritor