10 de julho de 2026
Política

Emdurb propõe coletivo 7,5% mais caro

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb), Célio Bucceroni, manifestou ao prefeito Tuga Angerami (sem partido) que o estudo dos custos do sistema de transporte coletivo apontam para reajuste da tarifa em 7,5% mantidas as condições atuais, saindo de R$ 1,60 para R$ 1,72 para o passe comum e de R$ 2,00 para R$ 2,18 o integração.

Entretanto, a presidência da empresa vai além no pedido encaminhado ao prefeito. A Emdurb argumenta que a redução na taxa de gerenciamento pago pelas empresas para que a administração gerencie o sistema, de 3% para 1%, firmada em 2003, deveria ser reformulada, com o retorno da cobrança pelo percentual anterior.

Segundo Célio Bucceroni, a situação gerou perda de receita mensal de r$ 75 mil para a Emdurb, enquanto que o déficit na Diretoria de Transportes, que atua na área, foi de R$ 813 mil no final do ano passado. O presidente quer recompor o déficit com a retomada da taxa de gerenciamento cobrada das empresas nos antigos 3%.

Mas isso significaria deixar a tarifa para o usuário do sistema mais cara, já que todos os custos incidem sobre a planilha, conforme o contrato de concessão. Já prevendo esta alternativa, defendida por Bucceroni, o estudo trouxe que a elevação da taxa para 3% exigiria que a tarifa fosse atualizada para R$ 1,76 na passagem comum e R$ 2,23 na integrada.

A variação do reajuste, neste caso, seria de 10% em relação ao último aumento no custo da prestação do serviço, autorizado pelo governo Tuga Angerami em setembro de 2005. Nesta hipótese, a tarifa escolar, que goza de desconto de 25% por lei municipal, passaria a R$ 1,32, contra os atuais 1,29.

Apesar de lançar o custo dos insumos com variações de aumentos em itens como pneus, óleo diesel, lubrificantes, chassis novo de ônibus e benefícios trabalhistas, o estudo da Emdurb não faz nenhuma menção para o impacto da redução substancial do número de cobradores, autorizado pela empresa em favor das concessionárias desde o início deste governo.

A medida, que gerou redução na despesa com mão-de-obra, incluindo encargos sociais, não está apontada em item em separado na planilha, tendo este custo apenas sido composto na planilha, sem correlação ou verificação de sua incidência sobre a situação anterior, por exemplo.

Sobre a redução na taxa de gerenciamento, a manifestação não recupera, por outro lado, que esse alívio nas despesas das concessionárias foi negociado à época da implantação do sistema integrado, cujo investimento foi das empresas, com aprovação pelo Conselho de Usuários do Transporte Coletivo.

Reunião na segunda

O Conselho de Usuários convocou reunião para a próxima segunda-feira, às 18h30, na sede da Emdurb. A empresa faz apenas a cessão da sala, tendo sido as últimas reuniões abertas. Representantes de diferentes segmentos da sociedade compõem o conselho, que têm apenas papel consultivo sobre o pedido de reajuste.

Algumas entidades não indicaram membros para a gestão atual, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Sindicato dos Transportes – Sindbru. As três concessionárias, Grande Bauru, Baurutrans e TUA contam com membros no conselho, mas sem direito a voto em pedidos de aumento de tarifa.

O conselho conta com 17 membros relacionados, sendo 12 votantes possíveis sobre o procedimento. Sobre a participação neste mandato, iniciado no final do ano passado, não compareceram a nenhuma reunião até agora o Conselho de Pastores Evangélicos e o representante da Federação das Associações de Moradores.