08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Na contramão da vida


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Aproveitando o feriado de 15 de Novembro, organizamos uma pescaria no rio Batalha, eu, o Adilson Bigueti e o Wanderlei Ranishi, em um local muito bonito, gentilmente cedido pelo nosso amigo Toninho, gerente da usina de Guaricanga.

Partimos de Bauru muito cedo, por volta das seis horas, e para quebrar o jejum passamos por uma padaria lá no Parque Vista Alegre, onde saboreamos suculentos sanduíches de mortadela com guaraná e para garantir o que comer no local da pesca, caso o lambari faltasse, levamos quase um quilo de mortadela fatiada e mais ou menos uns vinte pãezinhos franceses. Cerveja e refrigerantes não faltaram, pois o calor era imenso.

Estava previsto para o almoço arroz, salada de tomates com muita cebola roxa e lambari frito, que ainda íamos pegar. Tudo correu muito bem e o cardápio previsto foi alcançado. Enquanto o Adilson e o Ranishi limpavam o produto da pesca, eu sob uma bela sombra de uma frondosa figueira, preparava o arroz e a salada, aguardando apenas os dois valentes pirangueiros com o peixe limpo para em seguida fritá-lo.

Nesse exato momento chegou ao local o Toninho, com sua bela caminhonete branca, participando também da lambarizada. Após o almoço, descansamos por uma meia hora e logo em seguida partimos para o segundo tempo da pescaria, no momento em que o Toninho se despediu, voltando para os seus afazeres, pois para quem trabalha na lavoura de cana não existe feriado.

Pescamos até às dezoito horas, quando resolvemos ir embora, depois daquele “pente fino” no local, para deixá-lo em ordem.

Chegamos em minha casa por volta das vinte horas, onde foi aceito o convite da d. Rosa para um lanche. A mesa já estava posta, onde existia café, leite e broinhas de fubá, etc. Nesse lanche foi consumido uns quinze pãezinhos com a mortadela não usada na pescaria, as broinhas, alguns refrigerantes e uma meia dúzia de latinhas de Skol bem geladinhas. Na realidade foi uma devassa. Assim que os dois pirangueiros saíram a d. Rosa exclamou: - Poxa, vocês estavam mesmo com muita fome. Comiam de fazer inveja a qualquer um.

Enquanto tudo isso acontecia, “na contramão da vida”, uma notícia dada pela televisão me chamou muito a atenção. É que uma jovem modelo de apenas vinte e um anos de idade havia falecido por “nada comer”. Ela tinha sido afetada pelo mal que tanto atinge aquelas profissionais da passarela, a “anorexia”. Lamentável.

Orlando Álvares de Araújo - militar reformado do exército - ident. mil. 022790450-5