07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Caiu, não caiu...

Um burburinho tomou conta dos corredores da Câmara na tarde de ontem. O boato de que o chefe de Gabinete teria caído foi o principal assunto no Legislativo, mas ao saber que o prefeito Tuga Angerami nem estava na cidade, o boato foi desfeito e deixou alguns desapontados no Legislativo.

• Surpresa

O vereador Salvador Afonso (PDT) disse ontem que haveria uma surpresa na segunda-feira. Questionado sobre qual assunto seria a surpresa, ele fez mistério e não quis revelar. Desconversando, disse que era sobre o orçamento, o que ninguém acreditou.

• Tensão no ar

Nota-se que há um clima de tensão no ar quando o assunto é a Sear e as denúncias de supostas irregularidades. Os vereadores ainda lembram do passado recente de Bauru, com problemas envolvendo políticos, por isso mantêm o pé atrás quando falam no caso. Mas o que ninguém esconde é o ar que circunda sobre a falta de tesoura sobre o tesoureiro.

• Medida drástica

Vereador de primeiro mandato, Primo Mangialardo é o mais eufórico quando se trata das supostas irregularidades. Para ele, o prefeito Tuga Angerami precisa tomar medidas drásticas, com urgência.

• Eu não sabia(?)

Paulo Madureira (PP) afirmou não acreditar em participação do prefeito Tuga Angerami em esquemas. Segundo o parlamentar, Tuga é um homem íntegro. No entanto, Madureira mandou um recado: só não vai aceitar a desculpa usada pelo presidente Lula, de que não sabia de nada, caso as denúncias sejam confirmadas.

• Preocupação

Apesar da eleição na Câmara ter ficado em segundo plano, tem gente preocupada com os caminhos que a sucessão de Toninho Garmes (PSDB) pode tomar. A aposta, nos bastidores, é a de que ganharia a eleição quem prometer contratar o terceiro assessor. Nenhum vereador abre o jogo, mas a aposta no terceiro assessor como cabo eleitoral é grande.

• A mulher manda

Falando em eleição, o vereador João Parreira (PSDB) finalmente admitiu que pode ser candidato, mas condicionou sua participação no pleito ao “voto” de sua mulher. “Se ela permitir, eu saio candidato”, disse. Na verdade, a principal plataforma na eleição da Câmara é para o compromisso do candidato com ações estruturais da Casa consideradas necessárias.

• Apuração

A administração municipal já teve tempo suficiente para levantar as eventuais irregularidades na Sear. Passados três meses, há sindicância e auditoria andando. Já deu tempo para confrontar notas fiscais com cheques emitidos, mapear as principais despesas e colher depoimentos.

• Finalização

A apuração do caso depende apenas da verificação de veracidade das notas fiscais, se os serviços e compras ocorreram de fato, isso sim uma verificação mais longa, se há notas fiscais frias ou não e se os preços dos produtos e serviços estão de acordo com o mercado. Mas passados três meses, é evidente que a administração já sabe quem cometeu irregularidades e o que fazer. Falta fechar o caixão. Agora, 90 dias de verificação são suficientes para elaborar um relatório bem contundente, com abrangência sobre os principais fatos e a descrição individual do que foi denunciado com procedência ou não.