09 de julho de 2026
Polícia

Sem-terra confessam ter matado companheiro de acampamento

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Três dias após o sem-terra Amâncio José da Silva Filho, 33 anos, ter morrido no Hospital de Base em conseqüência de ferimentos graves na cabeça, quatro homens e um adolescente do acampamento onde a vítima morava, no Horto Aimorés, confessaram o crime. Na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), eles confessaram que agrediram Silva Filho para passar-lhe um corretivo porque ele estaria se intitulando o “dono do pedaço”, era violento, andava armado e teria ameaçado pessoas do acampamento.

No início da semana, a mulher de Silva Filho, havia dito que seu marido havia sido espancado em um bar do Jardim Chapadão. Porém, durante as investigações a Polícia Civil apurou que ela apresentou esta versão porque se sentia ameaçada se denunciasse vizinhos de barracos, explica o delegado Ricardo Dias, adjunto da DIG.

Na investigação, a polícia apurou que Silva Filho foi agredido pelos cinco dentro de sua casa. Ferido, foi socorrido por um outro integrante do acampamento e acabou morrendo. Ontem, com a prisão temporária de três dos cinco envolvidos já decretada, policiais da DIG, do Setor de Inteligência do Departamento de Polícia Judiciária (Deinter-4), Grupo Armado de Repressão ao Roubo e Assalto (Garra) e da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), foram ao acampamento.

Lá, identificaram mais dois envolvidos no crime, que confessaram ter agredido Silva Filho com socos, pontapés e pedaços de pau. Foram presos Cícero Pinto Barbosa, 44 anos, seu filho Rogério Marcos Barbosa, 25 anos, Jhones Neto de Jesus, 18 anos, e Cícero Vilela dos Santos, 32 anos, e apreendido um adolescente de 15 anos. Todos os envolvidos são de Sorocaba e estão no acampamento esperando a liberação da terras do horto para reforma agrária.