08 de julho de 2026
Nacional

Desemprego cai e renda avança

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Rio - A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas do país passou de 10% em setembro para 9,8% em outubro, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A renda do trabalhador apresentou alta. Na comparação com setembro do ano passado, o desemprego registrou uma alta de 0,2 ponto percentual (9,6%). O contingente total de desempregados atingiu 2,2 milhões.

O número de trabalhadores empregados, estimado em 20,7 milhões em outubro, não apresentou alteração na comparação com o mês anterior em nenhuma das regiões metropolitanas. Já em relação a outubro de 2005, a ocupação cresceu 2,9%, o que significou o ingresso de 508 mil pessoas no contingente de ocupados.

A indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água, correspondeu a 17,7% da população ocupada. No mês anterior, o coordenador da pesquisa Cimar Azeredo, havia afirmado que o desempenho do mercado de trabalho já sofria influência das encomendas de fim do ano e do processo eleitoral, que aumenta vagas. O comércio e reparação de veículos automotores foi responsável por 19,7% da população de trabalhadores empregados. O emprego com carteira de trabalho assinada subiu 6,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O rendimento médio real do trabalhador em outubro foi de R$ 1.046,50, um avanço de 1,2% na comparação com o mês anterior. Já em relação a setembro de 2005, o aumento foi de 5,4%. Na comparação com setembro houve recuperação do rendimento nas atividades de serviços prestados a empresas, atividades imobiliárias e intermediação financeira; educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social; e outros serviços.

Carteira assinada

O mercado de trabalho formal, com carteira assinada, registrou em outubro a abertura de 129.795 novas vagas. O número é menor que o de setembro, quando foram criadas 176.735, entretanto, representa o segundo melhor resultado da história para o mês, ficando próximo do recorde alcançado em 2004, quando foram criados 130.159 postos de trabalho formais. Em outubro do ano passado (2005), o total de vagas abertas com carteira assinada foi de 118.175, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

O resultado do mês contribuiu para uma alta de 0,47% no número de trabalhadores com carteira assinada no país. Com isso, o estoque de empregos celetistas cresceu 5,81% nos dez primeiros meses do ano, com um total de 1,513 milhão de novos empregos formais criados. De acordo com o Caged, o mercado de trabalho encerrou o mês de outubro com um total de 27,57 milhões de trabalhadores com carteira assinada, contra 27,44 milhões em setembro, e 26,329 milhões em outubro de 2005.

O Ministério do Trabalho avaliou o resultado de outubro como um desempenho positivo, motivado pelo “dinamismo do mercado interno”. O setor de serviços se destacou com um crescimento de 5,12% de janeiro a outubro no estoque de empregados com carteira assinada, com a criação de 551.943 novos postos de trabalho.

O mercado de trabalho formal na indústria de transformação cresceu 6,37%, com 392.446 vagas criadas, no comércio o emprego cresceu 4,03% (231.998 postos), na agricultura 13,39% (155.154 vagas), a construção civil 11,30% (132.132 postos) e a indústria extrativa mineral 8,61% (12.224 vagas). Considerando somente o mês de outubro, o destaque ficou por conta do crescimento nos setores de serviços (0,49%), o comércio (0,94%) e a indústria de transformação (0,70%).

A agricultura foi o único setor que registrou redução no nível de emprego, com a eliminação de 29.219 postos de trabalho, devido principalmente à entressafra do centro-sul do país, especialmente no cultivo de café em Minas Gerais. As regiões metropolitanas foram responsáveis pela maior parte dos empregos gerados em outubro (76.345 postos de trabalho), com destaque para Grande São Paulo (35.110) e Grande Rio (11.798).