Gaza - O Exército de Israel matou dois palestinos, incluindo uma criança, em confrontos armados ontem em Gaza, e informou que só interromperá a ação na região se atiradores pararem os ataques contra o país. Também ontem, dois soldados israelenses ficaram levemente feridos no nordeste de Gaza quando homens detonaram explosivos próximo às tropas, segundo o Exército.
A atual ação israelense em Gaza, iniciada há uma semana, tem o objetivo de pôr fim ao lançamento de foguetes palestinos contra o território de Israel. Na última quarta-feira, o Exército invadiu as cidades palestinas de Beit Hanoun e Jebaliya (Faixa de Gaza) com tranques e tropas no solo, e desde então continua avançando pela região.
Funcionários de um hospital palestino disseram que a criança, um menino de 10 anos, morreu ao ser atingido por tiros no leste da cidade de Beit Lahiya. O Exército de Israel afirmou estar verificando o incidente.
O movimento extremista islâmico Hamas, que controla o Parlamento palestino, disse que o outro palestino morto ontem era um militante que trabalhava com filmagens para a facção.
Desde junho, Israel matou cerca de 400 palestinos em Gaza - 200 dos quais eram civis. A ofensiva começou após o seqüestro de um soldado israelense por militantes. Três soldados israelenses também foram mortos nos confrontos. As operações do Exército de Israel em Gaza continuam e podem se intensificar, segundo uma rádio israelense.
Abandonados
Tanto as vítimas palestinas da violência no Oriente Médio quanto as israelenses sentem-se abandonadas pelo mundo, declarou a alta comissária de direitos humanos da ONU, Louise Arbour, após cinco dias de visita a Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza.
Segundo Arbour, a população desses locais tem “uma sensação profunda de frustração e abandono, além da percepção de que a comunidade internacional não faz o suficiente para protegê-los”.
Arbour também criticou os ataques com foguetes promovidos por milícias palestinas contra o território israelense e exortou Israel a relaxar as restrições à circulação de palestinos.
O premiê palestino, Ismail Haniyeh, do Hamas, declarou ontem que seu grupo e mais quatro milícias palestinas cessariam os disparos de foguetes se Israel suspendesse os ataques a palestinos.