As autuações feitas pela Polícia Militar de janeiro a setembro deste ano subiram 62% em relação às registradas no mesmo período do ano passado, segundo dados da Emdurb. A empresa, no entanto, leva em conta apenas as multas processadas, ou seja, as encaminhadas aos condutores. O cálculo não inclui as canceladas após recurso ou as aplicadas em viaturas oficiais, por exemplo. Mas de acordo com dados da própria PM, a alta não ultrapassou os 45%.
As infrações passaram de 10.284 em 2005 para 15.004 neste ano. Os números levam em conta multas municipais e estaduais. No primeiro caso são 7.403 no ano passado, decorrentes, por exemplo, de desrespeito ao semáforo, estacionamento irregular e excesso de velocidade. Subiram para 11.668 neste ano.
Já as estaduais, aplicadas quando o condutor deixa de licenciar o veículo ou “esquece” algum equipamento obrigatório, por exemplo, passaram de 2.881 para 3.336. A alta nos números é justificada pela diminuição do medo do motorista em cometer infrações.
“Houve uma acomodação”, explica o cabo do Pelotão de Trânsito Adilson Caldeira. De acordo com ele, quando o Código de Trânsito Brasileiro começou a valer (em 1998), não provocou impacto. Só dois anos depois, em 2000, os motoristas passaram a se preocupar. “Foi quando as cassações (de carteira de habilitação) começaram”, lembra o soldado Fernando Crivellaro.
Atualmente mais tranqüilos, muitos condutores atendem o celular no trânsito, “esquecem” o cinto de segurança e falham na sinalização, ou seja, erram ao dar setas, por exemplo. Essas três infrações tornaram-se as mais corriqueiras na cidade, informam os policiais. Já os acidentes graves normalmente são decorrentes do excesso de velocidade e da embriaguez.
Caldeira ainda pondera que a frota de motocicletas em constante ampliação também ajuda na elevação dos números.