Teerã - O chefe das negociações sobre questões nucleares iraniano, Ali Larijani, disse que nem os EUA nem Israel “se atreveriam” a atacar o Irã e que o governo iraniano não leva a sério ameaças de invasão por parte desses países, informou neste hoje a agência de notícias iraniana Isna.
Nesta semana, o diretor do centro de análise de temas militares Globalsecurity, John Pike, disse que o governo americano poderá optar por um ataque militar contra o Irã em 2007, bombardeando instalações nucleares iranianas, deixando, assim, de lado a via diplomática.
O analista afirmou que os EUA podem “bombardear instalações de armas de destruição em massa no próximo verão (inverno no hemisfério sul)”, mas a operação seria limitada, sem uma invasão subseqüente.
Na semana passada, o jornalista americano Seymour Hersh disse que membros do governo Bush, com destaque para o vice-presidente, Dick Cheney, estão dispostos a atacar o Irã.
Ele afirmou que Cheney sinalizou, um mês antes das eleições legislativas realizadas no último dia 7 que mesmo em caso de uma vitória democrata não se descartaria a opção militar contra o país persa. A Casa Branca rechaçou, em nota, as afirmações de Hersh.
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou no último dia 14 que está disposto a negociar com os EUA se os americanos se “comportarem corretamente”.
EUA, Reino Unido e França buscam apoio em uma resolução do Conselho de Segurança (CS) da ONU (Organização das Nações Unidas) para adotar sanções contra o Irã por sua recusa em suspender o enriquecimento de urânio.