11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Conselho sugere passagem de ônibus a R$ 1,70 até maio

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O Conselho de Usuários do Transporte Coletivo Urbano de Bauru aprovou ontem à noite, por maioria, sugestão de aumento da tarifa em 6,2% sobre os valores atuais, saindo de R$ 1,60 para R$ 1,70 para o passe comum de janeiro a maio de 2007. O passe-integração, conforme a reunião concluída por volta das 22h20 de ontem, no Terminal Rodoviário, seria fixado em R$ 2,10 até maio de 2007 (contra os R$ 2,00 atuais) e em R$ 2,15 até maio de 2008.

Os valores apreciados pelos conselheiros na reunião de ontem serão submetidos ao prefeito Tuga Angerami (sem partido), que pode aplicar o que foi avaliado ou apresentar outro valor, já que o conselho tem função apenas consultiva na avaliação do custo do transporte coletivo urbano.

O Conselho de Usuários também decidiu adiar para a próxima segunda-feira, em outra reunião, a avaliação sobre aumento da taxa de gerenciamento cobrada pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) do atual 1% para 3% sobre o faturamento das empresas concessionárias. Mas o conselho opina que, seja qual for a avaliação sobre o custo do gerenciamento do sistema fixado pela Emdurb, será arcado ou pelas concessionárias ou pelo Executivo, sem ser repassado para o usuário.

A Emdurb apresentou proposta ao prefeito que previa a elevação da tarifa com a recomposição da taxa de gerenciamento embutida. Com a atualização da planilha, o que inclui três novas linhas em operação e modificação de itinerário em outra, a Emdurb apresentou o valor de R$ 1,77 para o passe comum e R$ 2,24 para o integrado.

O presidente da empresa, Célio Bucceroni, considerou que fica “insustentável prestar os mesmos serviços atuais com a taxa de gerenciamento de 1%”. Um dos representantes das concessionárias do transporte coletivo, José Edson Alves, argumentou que este percentual foi reduzido de 3% para 1% em setembro de 2003 em acordo no Ministério Público (MP) para minimizar o impacto do investimento que as empresas fizeram na implantação da bilhetagem eletrônica.

Mas conforme a Emdurb, a redução no valor pago para gerenciar o sistema acumula redução de receita de pouco mais de R$ 3 milhões em três anos. Segundo Bucceroni, a Emdurb deixou de arrecadar perto de R$ 100 mil por mês, contra os atuais R$ 38 mil com a taxa a 1%.

Na sugestão de tarifa encaminhada ao prefeito, com proposta divergente pelos estudantes secundaristas e de nível superior, os conselheiros que representam os usuários manifestaram apoio à recomposição que estende por maior período a tarifa, até maio de 2008. Ou seja, após o próximo dissídio da categoria, em maio de 2007, as empresas se comprometeriam a solicitar novo reajuste somente daqui a cerca de 15 meses.

Outra alternativa a ser apresentada para estudo do prefeito é fixar valor congelado, nos preços atuais, para a tarifa em horários fora de pico, desde que com o uso de cartão magnético. A sugestão é de congelar o valor, sem aumento, para quem utilizar o sistema das 9h às 11h e das 14h às 16h. A sugestão é para estimular o uso dos coletivos em horários alternativos.