Sou um jovem natural e morador desta cidade, tenho certeza que assim como eu, muitos outros jovens ficam se perguntando: “Quando vão acabar as discussões e começar o desenvolvimento de fato”?
Pois tudo que se cogita trazer para cidade é transformada em uma enorme discussão, a qual não traz nenhum resultado, vou citar as mais recentes, para que não fique do tamanho de um livro. Então, começo com o que seria a ampliação do Bauru Shopping. Nossa!, esta discussão foi parar até na Justiça, na época seria um empreendimento grandioso o qual iria dispor de muitas vagas de trabalho e também muito desenvolvimento para a região onde está localizado, mas que nada, virou discussão.
É, pensando bem, esse shopping precisa de uma melhora mesmo, pois do jeito que está continua sendo motivo de chacotas, pois parece com uma grande galeria, se comparado aos shoppings de São Paulo. Ah! desculpa, agora com 5 salas de cinema.
A Prefeitura também contribui para o surgimento de novas discussões, pois ela consegue “expulsar” grandes empresas da cidade, devido a sua carga tributária e nenhum incentivo para as empresas. Não sou contrário à tributação, mas desde que seja revertida para a população, ou seja, em transporte de qualidade, saúde, educação (principalmente), cultura, asfalto, esgoto (mas sem taxa adicional), habitação, pois é um absurdo o que o poder público faz com a população, onde temos que pagar assistência médica privada para termos atendimento digno, devemos pagar pedágios para ter boas rodovias, devemos pagar instituições de ensino particular para termos estudos de qualidade e hoje (dia 25/11/06) me deparei com outro absurdo, quando li o jornal, que é pedir à Justiça remédios e atendimentos básicos.
Esta semana aconteceu de uma dentista do pronto-socorro central se recusar fazer curativo no dente de uma pessoa, pois já havia feito na semana passada e não pode ser feito 2 vezes no (a) mesmo (a) paciente. Esta paciente está esperando para ser atendida pela USP para tratar “canal”, mas enquanto aguarda é necessário fazer curativo para suportar a dor. Pela Constituição Federal, segundo meu entendimento, o pronto-socorro não deveria fazer só o curativo, mas sim todo tratamento, pois todos que ali estão pagam seus impostos.
Como havia dito, hoje foi a vez de uma criança precisando de uma medicação ter que pedir a um juiz. Ora, senhores do orçamento público, não estou nem aí se vocês não têm dinheiro em caixa, virem-se, como eu e todos os cidadãos nos viramos para pagar nossos impostos em dia, pois se eu deixar de pagar minha conta de água por um mês ela é cortada. Então, o problema não é nosso se vocês não sabem administrar os cofres públicos, nos dêem o que é de Direito.
Dia 7/11/06 li a reportagem sobre os radares e com ela veio a lembrança da municipalização do trânsito de Bauru, ou seja, o que é recolhido fica com a Emdurb, lemos nos jornais que as multas geram milhões aos cofres todos os anos, mas a Emdurb, não está falida?
Linhas acima, falei de transporte, logo veio o novo aeroporto, esse não consigo entender, pois os políticos bauruenses, a população, os empresários atormentaram os “coitados” do governo estadual e federal para que construíssem o aeroporto e quando fica pronto ninguém quer usá-lo, vai entender?
Os taxistas preocupados com a distância; pensei que eles gostassem, pois com a distância vão ganhar mais, outros, preocupados com as pessoas tendo problemas de saúde, pois iria demorar muito para serem socorridas ora, há pessoas de Duartina e tantas outras cidades da região que são socorridas em Bauru, e vêm em ambulâncias velhas e caindo aos pedaços e chegam em tempo de serem salvas, e essas cidades são muito mais longe do que qualquer um dos dois aeroportos.
A verdade, não que eu seja dono dela, é que enquanto somos platéia diante do desenvolvimento de cidades como Ribeirão Preto, Rio Preto, Campinas, Sorocaba e até Marilia, sempre ganhando novas empresas se desenvolvendo, crescendo, Bauru continua estática com suas velhas discussões e maneira de pensar. Chega de discussão, desenvolva um pouco...
Ronaldo B. Telles - trabalhador e estudante