09 de julho de 2026
Nacional

Filho de Agnaldo Timóteo é detido pela PM

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Policiais militares (PMs) prenderam Cícero Ezequiel Rodrigues Teixeira, 24 anos, filho do vereador e cantor Agnaldo Timóteo (PL), na noite de anteontem, na zona norte de São Paulo. Na versão dos policiais, Teixeira, que estaria sem capacete na garupa de uma motocicleta, recusou-se a ser revistado pelos PMs, dizendo ser filho de vereador, e reagiu. Já o vereador afirma que seu filho foi vítima de truculência policial.

Teixeira e um amigo, Clayton Conceição Soares, 19 anos, foram abordados pelos soldados Alex Sandro e Gonçalves na esquina da avenida Cruzeiro do Sul com a rua Olavo Egídio, em Santana, durante um patrulhamento de rotina. “Fomos abordá-los por serem dois numa moto com a placa ilegível e devido às peculiaridades da região, que tem muitos furtos e roubos”, disse o PM Sandro.

Os policiais afirmam que ordenaram à dupla que descesse e colocasse as mãos na cabeça. De acordo com os PMs, Teixeira recusou-se a obedecer, dizendo “sei dos meus direitos” e “tenho um pai vereador”. “Vocês não sabem com quem estão mexendo”, teria dito, ainda conforme os policiais. Em seguida, o filho do cantor teria colocado a mão num bolso para tirar algum objeto. Temendo que fosse uma arma, os policiais agarraram Teixeira e tentaram imobilizá-lo. Os PMs descobriram depois que o objeto era uma máquina fotográfica.

Segundo os soldados, Teixeira reagiu e chegou a rasgar as fardas de ambos antes de ser algemado. “Ele é um garoto de porte avantajado e deu trabalho”, afirmou Sandro. Em seguida, a polícia levou os dois jovens para o 9º DP (Carandiru). Na delegacia, todos os envolvidos foram ouvidos pelo delegado e liberados em seguida. Apenas o motorista da moto foi indiciado, por não ter habilitação. Agnaldo Timóteo esteve na delegacia e, em entrevista ao "Jornal da Noite", da TV Bandeirantes, acusou os policiais de abuso.

Segundo o cantor, ao ser abordado, Teixeira obedeceu e levantou as mãos diante dos policiais. Mesmo assim, os PMs o teriam atirado ao chão e imobilizado com violência. “Deram uma gravata no moleque, jogaram o moleque no chão, colocaram os pés no pescoço dele e, pior, rasgaram a camisa para parecer que tinham sido agredidos”, disse o vereador à emissora. Timóteo afirmou que os policiais também o desrespeitaram. “Tenho o mais profundo respeito pela Polícia Militar, mas todo mundo sabe que abuso e truculência acontecem sempre. Eles também foram truculentos comigo, que sou vereador’, acusou.

Ninguém foi indiciado por abuso policial ou por desacato. O delegado plantonista Felipe Martins da Silva preferiu fazer apenas um boletim de ocorrência por falta de habilitação para dirigir. Por meio de uma escrivã identificada como Simone, o plantonista disse que não falaria sobre o caso.