11 de julho de 2026
Cultura

Contrabando faz ‘revival’ no Jeribá

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Mais de 12 anos depois de encerrar suas atividades, a banda bauruense Contrabando reúne todos os seus integrantes para um encontro musical, amanhã à noite, no Jeribá Bar. O grupo fez sucesso nos anos 1980 e 90 no circuito das festas country e tocou em diversos Estados, além de ter feito inúmeros shows na região.

Os músicos Erik Breslau (violino, violão e voz), Sílvio Tadeu (violão e voz), Marcos “Ronnie” Mendes (baixo) e Sérgio Aritana (bateria), da primeira formação, abrem espaço no palco para Eron Barros (teclado), Paula Moutinho (voz) e Zambon (guitarra), além dos bateristas Luiz “Ralinho” Manaia e André Vilela, que também acompanharam a Contrabando em algum momento nos mais de dez anos de atividade da banda.

“No ano passado, nos reunimos por sugestão de um amigo, mas foi em cima da hora. Dessa vez, estava combinado, tudo resolvido”, comenta Breslau, que foi idealizador da banda, ainda em 1982, ao lado de Sílvio. “Antes da banda, Silvio era meu professor de inglês e começamos a pensar em um grupo para tocar música country. A coisa foi ganhando forma e se tornou profissional. Foi um período muito legal”, completa.

O violinista relembra que a Contrabando foi a primeira banda country do Interior e uma das pioneiras do estilo no País. Inicialmente chamada de The Wild Country Band, foi natural rebatizar o grupo em Vim de Contrabando, até chegar ao nome final. O repertório definido na época valorizava não apenas o country de Willie Nelson, Charlie Daniel e Johnny Cash, mas também nomes da música folk como James Taylor, Bob Dylan, Jim Croce e Simon & Garfunkel.

Em 1984, o grupo chegou a gravar um compacto, com quatro músicas. “Eram duas composições próprias e duas do Jim Croce. Naquela época, gravar era muito mais difícil, apesar do sucesso que a gente fazia. O mercado era grande, mas esse circuito da música country foi dominado, depois, pela música sertaneja”, aponta Breslau.

O músico relembra que o country americano estourou no Brasil nos anos 80 justamente porque ainda não havia o sertanejo romântico e pop nas rádios – coisa que aconteceu a partir dos primeiros anos da década de 1990. “A música sertaneja, naquela época, era a música regional e de raiz, que só tocava em rádio AM. Nas festas, o pessoal queria música country. Tocamos em Goiás, em Minas Gerais, em Barretos”, enumera Breslau. A Contrabando ainda ficou famosa ao abrir o renomado Festival Águas Claras, em Iacanga.

• Serviço

Contrabando faz show no Jeribá Bar (rua Antônio Alves, 34-61) amanhã a partir das 21h30. Mais informações: (14) 3227-2131.