09 de julho de 2026
Política

Bibliônibus espera reforma em pátio

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Os pátios de departamentos da Prefeitura de Bauru não contam somente com sucata de veículos ou equipamentos que aguardam reposição de peças para voltar à ativa. Os locais também passaram a ser depósito de programas que deixaram de funcionar por falta de recursos ou, em alguns casos, de planejamento.

No pátio do Departamento de Apoio Operacional (DAO) estão dois desses exemplos. Um deles é o que deveria ser o programa de bibliotecas móveis, através do Bibliônibus, ação que foi paralisada ainda em agosto de 2004 e que foi retomada pelo atual governo no início do ano passado, com um pequeno conserto, emergencial, no veículo.

Entretanto, o Bibliônibus não roda mais há vários meses. A retífica realizada no motor do veículo não teria sido suficiente e, desde então, ele está encostado no pátio da oficina. “Nós conversamos com uma empresa privada, que mostrou interesse em retomar o projeto completo, orçado em R$ 30 mil, mas as negociações não evoluíram e nós incluimos a recuperação no orçamento de 2007, logo no início“, promete o secretário de Cultura José Augusto Vinagre.

A “negociação” parece demorar tanto quanto o tempo que a prefeitura desperdiça para procurar equipamentos novos encaixotados em Regionais Administrativas. Ontem, após o JC revelar que dois compressores de ar e lavajatos ainda estavam parados em caixas de madeira, foi apurado que o desleixo atinge oito equipamentos no total, de cada um. Eles foram comprados em 2002.

Ao lado do Bibliônibus está outro produto de ação cultural que desapareceu do calendário local: O Carnaval de Escolas de Samba. Quem já acompanhou desfile de escolas no Sambódromo, até o final do ano 2000, deve se lembrar de um caminhão tipo trio elétrico, com muito equipamento de som, servindo de suporte para os puxadores de samba. Velho, o que sobrou do veículo está na área destinada à oficina da prefeitura, perto do Centro Administrativo na avenida Nuno de Assis.

Segundo Vinagre, a recuperação ou aproveitamento do trio elétrico não compensa, cuja constatação está em relatório realizado pelo Sesi para a prefeitura desde o início de 2005. Ainda assim, ninguém cuidou de destinar a carcaça do equipamento para sucata.