O proprietário de uma revenda, que também não permitiu que seu nome fosse revelado, diz que a informação sobre a exigência de cadastramento demorou a para chegar aos interessados. “O distribuidor me comunicou em outubro. Dei entrada na documentação do bombeiro imediatamente, mas ela ainda não saiu. Só depois disso é que posso requerer o alvará da prefeitura. Depois preciso juntar todos os documentos, enviar para a ANP e esperar a publicação no Diário Oficial, para finalmente estar regularizado. Imagine o tempo que não leva para se fazer tudo isso”, desabafa.
Segundo o comerciante, a maioria dos revendedores da cidade está na mesma situação dele. “90% dos estabelecimentos estão irregulares. Todos estão dando entrada na papelada ao mesmo tempo, deixando a prefeitura e os bombeiros sobrecarregados. O que provoca uma demora ainda maior”, afirma.
De acordo com o funcionário de outra distribuidora, que manteve o nome em sigilo, os representantes começaram a ser informados da exigência da ANP desde fevereiro. No entanto, a maioria deixou para providenciar os documentos na última hora.