09 de julho de 2026
Nacional

Acusado de matar delegado da PF é absolvido no terceiro julgamento

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Acusado de ter disparado os tiros que causaram a morte do delegado-corregedor da Polícia Federal (PF) Alcioni Serafim de Santana, em maio de 1998, Carlos Alberto da Silva Gomes foi absolvido anteontem, em seu terceiro julgamento. O júri popular havia começado na última segunda e foi presidido pela juíza federal Paula Mantovani Avelino. Por seis votos a um, os jurados entenderam que o réu não foi o autor dos disparos, segundo informações da Justiça Federal.

Em março de 2000, Gomes havia sido condenado a 25 anos de prisão e, por ter recebido pena superior a 20 anos, voltou a ser julgado em abril de 2001. Na ocasião, ele foi absolvido por 4 votos a 3. O Ministério Público Federal recorreu da decisão pediu novo júri. Agora, foi novamente absolvido. Santana foi morto durante a investigação do crime de concussão (extorsão praticada por servidor público). Ele foi assassinado quando saía de casa, na zona norte de São Paulo.

O fato de Santana ter sido morto por causa de suas funções é que faz com que o processo tramite no âmbito da Justiça Federal. Já foram condenados o ex-sargento da PM Sérgio Bueno; Gildenor Alves de Oliveira; Gildásio Teixeira; e o ex-delegado da PF Carlos Leonel da Silva Cruz. Acusado de ser o mandante do crime, Cruz foi absolvido em um segundo julgamento, em 2003, mas, no ano seguinte, a 2.ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF-3) anulou o julgamento e determinou a expedição de mandado de prisão em nome do réu, que é considerado foragido.

De acordo com a denúncia oferecida pela Procuradoria da República em 1998, Gomes e Teixeira foram contratados por Oliveira e atiraram contra o delegado-corregedor. Os mandantes seriam Cruz e Bueno.