09 de julho de 2026
Internacional

Morte de ex-espião leva polícia britânica a 12 locais com radiação

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Londres - O secretário do Interior britânico, John Reid, anunciou ontem que traços de radiatividade foram encontrados em 12 locais de Londres durante a investigação da morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko. Envenenado com o elemento radioativo polônio 210, o ex-agente da KGB morreu no último dia 23 e ditou uma carta acusando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, de ter planejado o seu assassinato. O Kremlin nega.

“Até agora, cerca de 24 locais foram ou estão sendo monitorados e os especialistas confirmaram traços de contaminação em 12 deles”, disse Reid ontem, sem detalhar os endereços. Segundo os especialistas, os traços de polônio 210 encontrados podem ter vindo de um vazamento do frasco que o continha ou dos fluidos corporais de pessoas contaminadas.

Lugares visitados por Litvinenko antes de morrer estão entre os que tiveram traços de radiação detectados. O secretário também confirmou que três aeronaves da British Airways e outra da empresa russa Transaero estão sendo investigadas, mas que o risco para a saúde pública é baixo.

Especialistas da Agência de Proteção à Saúde britânica enfatizaram que o polônio 210 não é capaz de atravessar a pele humana e que, portanto, não seria transmitido por contato direto, apenas por ingestão. Ainda assim, 69 pessoas foram encaminhadas à agência por precaução, 18 das quais acabaram enviadas a clínicas especializadas, segundo Reid.

O secretário afirmou que o corpo de Litvinenko será necropsiado hoje com a presença de dois patologistas, um independente e outro designado pela família do ex-espião, que vivia desde 2000 como refugiado no Reino Unido e possuía nacionalidade britânica.