La Paz - A Petrobras informou ontem que os campos produtores de gás de Caranda e Colpa, na Bolívia, voltaram a operar normalmente, após terem suas atividades interrompidas anteontem devido a protestos de camponeses, que reclamavam atenção do governo.
Segundo a assessoria da estatal brasileira não houve danos nas instalações e os campos estão produzindo dentro da normalidade.
As válvulas de produção nos campos, no distrito de Santa Cruz, foram fechadas na terça-feira, informou a Petrobras em comunicado na noite anteontem.
A produção diária conjunta dos dois campos é de cerca de 400 barris de petróleo, destinados ao mercado interno, e 1,2 milhão de metros cúbicos de gás natural, que é exportado ao Brasil.
A Bolívia tem exportado diariamente cerca de 20 milhões de metros cúbicos de gás ao Brasil, depois que obras em gasodutos reduziram o volume normal diário de 26 milhões de metros cúbicos diários. Segundo a Petrobras, que realiza as obras, a exportação deve ser regularizada em dezembro.
A queda do abastecimento tem reduzido o funcionamento das usinas térmicas movidas a gás no Brasil, aumentando o risco de falta de energia no país.
Em outubro, as termelétricas despacharam apenas 25 por cento da energia elétrica que teriam capacidade para produzir. “Apesar dos 4.557 megawatts declarados por termelétricas a gás, apenas 1.169 megawatts foram disponibilizados”, informou a Aneel.
Segundo o diário boliviano “La Razón”, um grupo de camponeses membros da Central Única de Trabalhadores do Campo da região do município de Buena Vista, em Santa Cruz, tomou as instalações do campo de Caranda por volta das 20h30 (em Brasília) de terça-feira e ainda retiveram 20 funcionários da Petrobras Energía, da Transredes e de outras prestadoras de serviço.