09 de julho de 2026
Geral

Fabricante de gelo libera poço artesiano para uso da população

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

Muitos moradores da região oeste de Bauru trocaram o descanso de domingo pela fila para pegar água em um poço artesiano de uma fábrica de gelo na quadra 27 da avenida Castelo Branco. Para não depender do fornecimento público de água da cidade, o engenheiro mecânico Guilherme Berriel Cardoso, 34 anos, perfurou um poço artesiano em sua empresa de produção de gelo.

Prestando um serviço à população, ele permite que os moradores se abasteçam sem pagar nada. “É uma maneira de ajudar a comunidade”, salienta. Cardoso explicou que a fila ontem estava pequena, pois há dias que dobra o quarteirão de gente em busca do precioso líqüido, que desapareceu das torneiras bauruenses no final de semana.

As irmãs Lucília e Mariza Mastrangelo encararam a fila da fábrica de gelo porque em casa, no Jardim Ouro Verde, não havia uma gota d’ água há três dias. “Até quando a gente vai ficar sem água? E com criança em casa”, desabafa Lucília. Maria Aparecida do Nascimento diz que só está lavando roupa nos finais de semana, como forma de economizar água. Mas neste não havia o produto na torneira.

No entanto, estava ontem na fila, onde encheu quatro garrafas pets e um garrafão. Ela reside na Vila Ipiranga e entende que a população e responsável pela falta d’água por não economizá-la. José Carlos Ferreira, morador do residencial Andorinhas, recorreu à fábrica de gelo e reclamou do constante desabastecimento, apesar do conjunto de prédios ter grandes reservatórios.