11 de julho de 2026
Esportes

Vôlei: ‘Perfeito’, Brasil conquista bi do Mundial

Da Redação Com Folhapress e Agência Estado
| Tempo de leitura: 4 min

Tóquio - Foi mais fácil do se esperava. Num dia em que quase chegou à perfeição, a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei derrotou a até então invicta Polônia por 3 sets a 0, parciais de 25/12, 25/22 e 25/17, em Tóquio (JAP), e assegurou seu segundo título Mundial. Concentrado, vibrante e com pouco erros em quase todo o jogo, o time treinado por Bernardinho demonstrou os reais motivos de ser a melhor equipe da modalidade. Assim, coroou ainda mais a Seleção sob o comando de Bernardinho.

Das 21 competições disputadas desde que o técnico assumiu a Seleção, em 2001, o Brasil ficou com a medalha de ouro em 17, com a prata em três e com o bronze em uma. Como na primeira conquista, em 2002 (Argentina), o Brasil perdeu apenas uma partida em toda a competição. Foi para a França, na primeira fase - no campeonato anterior, foi derrotado pelos Estados Unidos. Giba mandou o recado para os europeus: “Nós estamos aqui... eles ficaram para trás.” A derrota na fase inicial não atrapalhou em nenhum momento a trajetória dos comandados de Bernardinho. Até o jogo decisivo, tinham perdido apenas seis sets em dez partidas.

A Polônia entrou em quadra com o melhor retrospecto do Mundial: não havia sido derrotada durante toda a competição. Apesar da melhor campanha, os poloneses sentiram o peso da camisa amarela.

Essa regularidade demonstrada nessa competição, e principalmente nos últimos anos, esteve presente no início da decisão, que lembrou o quarto set da vitória sobre a Sérvia e Montenegro, quando o Brasil venceu por 13 pontos de diferença. Totalmente ligados, os brasileiros colocaram um ritmo forte e não deram a mínima chance para uma apática Polônia. Em poucos minutos, já venciam por 9 a 2. E foi assim até o final do primeiro set. A seleção européia cometia muitos erros. Para piorar, encontrou uma inspirada equipe brasileira. O resultado não poderia ser outro: 25 a 12, lembrando o triunfo sobre os sérvios. O segundo set foi outro. A intranqüilidade polonesa acabou, e a partida ficou equilibrada. Os erros sucessivos do jovem time europeu acabaram. Sua defesa estava atenta. Por outro lado, o Brasil já não tinha tanta facilidade para superar o bloqueio adversário. Por isso, a segunda parte da final foi disputada ponto a ponto. Provou ser uma final de Mundial. Mesmo assim, a experiência se destacou e o Brasil fez 2 sets a 0 - 25 a 22. A facilidade do começo voltou a aparecer no terceiro set. Nervosos, os poloneses erravam muito, enquanto os brasileiros voltaram a ficar tranqüilos. Atordoada, a Polônia só esperava o final do jogo. E chegou: 25 a 17.

Histórica. Foi a primeira palavra do levantador Ricardinho para definir a conquista. “Toda vitória é uma emoção diferente, ainda mais para a gente. Esse último jogo foi um pouco mais tranqüilo, mas durante toda a campanha nós estávamos com a faca no pescoço, com a pressão de vencer”, analisou. O capitão da Seleção emendou: “Foi uma vitória para mostrar nossa força física e mental, para mostrar que estamos muito unidos.”

Na decisão do Bronze, a Bulgária, que na semifinal caiu diante da Polônia, venceu a Sérvia e Montenegro por 3 sets a 1 (22/25, 25/23, 25/23 e 25/23).

A próxima grande competição da Seleção Brasileira serão os Jogos Pan-Americanos do Rio, ano que vem. Na última edição, em Santo Domingo/2003, a Seleção ficou marcada pelo fiasco diante da Venezuela, quando perdeu na semifinal e ficou só com a medalha de bronze. O último título brasileiro na competição foi em 1983.

Outra questão inevitável foi em relação aos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando os brasileiros tentarão o terceiro título. Giba não se empolgou: “Pelo menos seis seleções lutaram pelo título aqui. Ainda falta muito para os Jogos Olímpicos, mas a briga lá com certeza vai ser muito mais dura.”

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Prêmios

Giba, como durante toda a competição, brilhou na final e foi eleito o melhor jogador do campeonato, com o prêmio de US$ 100 mil. Outro premiado, mas com US$ 50 mil, foi Dante, eleito o melhor atacante do Mundial - no ano passado, ele não teve desempenho tão brilhante. Como virou costume na “era Bernardinho”, os US$ 150 mil que os atacantes receberam serão rateados entre todos os atletas e parte vai para a comissão técnica. “Quando perdemos para a França na primeira fase, muitos duvidaram de nós, mas isso nos serviu de incentivo para melhorarmos e ganharmos o bicampeonato mundial”, comemorou Giba.