09 de julho de 2026
Regional

Vereadores querem mais assessores

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 4 min

Botucatu - O próximo presidente do Legislativo de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), que será eleito ainda neste mês, terá a missão de discutir alguns assuntos polêmicos referentes à Casa. Entre eles, estão a mudança da sede da Câmara, a contratação de assessores parlamentares e a instalação da TV Câmara.

Em reunião realizada na última segunda-feira, entre os seis vereadores da coligação da situação, ficou definido que o vereador José Carlos Lourenção (PT) será o provável novo presidente e o vereador Benedito José Gamito (PT), seu vice.

A presidência valerá por um ano pois, pelo acordo, em 2008, o vereador Gamito passa a ocupar a presidência no lugar de Lourenção e o vereador Luiz Aurélio Pagani (PT) será seu vice.

O Legislativo de Botucatu possui 11 vereadores. Como a base de sustentação da administração do prefeito Antônio Mário Ielo (PT) conta com seis vereadores na Casa, é praticamente certo que o vereador Lourenção seja o nome escolhido pela maioria na votação oficial que será realizada no próximo dia 11.

A reportagem do JC ouviu alguns dos vereadores a respeito de questões relevantes que a Casa terá que decidir no próximo ano.

Atualmente, os vereadores de Botucatu não dispõem de assessores para auxiliar seus trabalhos. Parte dos vereadores, no entanto, gostaria de contar com um funcionário.

O vereador José Serrucio Varoli Aria (PV), concorrente ao cargo pela oposição, por exemplo, é a favor da idéia.

“Eu acho que quem trabalha como vereador numa cidade que tem mais de 150 mil habitantes, como eu que sou professor de escola e tiro cinco horas por dia para trabalhar como vereador, acabo patinando. Eu patino no sentido de desenvolver trabalho. Eu não tenho como agendar tudo sozinho”, argumenta.

A opinião de Aria é compartilhada pelo parlamentar Pagani. Segundo ele, um assessor por vereador seria o suficiente para atender a demanda.

“Sou favorável à contratação de um assessor. Com a diminuição do número de vereadores, nós tínhamos 17 e fomos para 11, a demanda está muito grande. Cada vereador precisa de um assessor para que desempenhe melhor sua função”, alega o parlamentar.

Já o provável presidente da Casa em 2008 se diz contra a medida. “É um medida antipopular e aqui em Botucatu não pega bem. Alguns colegas querem, então é um questão para sentar no futuro e discutir. Se for consenso de todos, eu posso até aceitar a lei, mas eu não quero assessor. Pessoalmente, não gostaria de ter um, mas não vou impedir quem quer. Mesmo porque eu pretendo governar com a mesa e com os vereadores. Minha palavra não será a primeira e nem a última”, diz Gamito.

A segunda pauta diz respeito à mudança da sede do Legislativo. Apesar da idéia não ser nova e os vereadores ouvidos pela reportagem concordarem com a mudança, ela nunca foi colocada em prática.

“Esta Câmara, pelo que foi gasto em reforma, dava para construir um palácio para os vereadores. Todo ano gasta-se mais de R$ 100 mil nesta Câmara e até agora os problemas que o prédio tem não foram resolvidos. Ela fica no Centro da cidade, é um prédio antigo e pequeno. Poderia ser ocupado por outra secretaria do município”, alega o vereador Aria, lembrando que a Casa tem disponibilidade de verba para fazer a mudança.

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TV Câmara

Atualmente, as sessões do Legislativo de Botucatu são transmitidas por uma emissora de rádio da cidade, mas, a exemplo do que ocorre em vários municípios da região, os vereadores também querem a TV Câmara.

A idéia é compartilhada pelos vereadores que prometem discutir o assunto. “Eu sou a favor da TV Câmara porque precisamos ter um amplitude maior de trabalho, dar transparência ao que é feito na Câmara. Nós sentimos que vários órgãos de imprensa também necessitam de trabalho, impulsiona mais empregos também”, alega o vereador Aria.

O vereador Gamito coloca a questão como uma de suas metas. “Uma das lutas seria conquistar a transmissão de TV para a Câmara”, diz. Pagani lembra que este tipo de mídia se tornou uma realidade nos Legislativos. “Gostaria que tivéssemos outra mídia, porque nós já temos a rádio. Além disso, trazer mais rádios e popularizar cada vez mais as discussões das demandas que são feitas pela população dentro da Câmara. A TV é uma realidade hoje, Ela é possível, não é caro e nós temos que ter esta mídia dentro do Legislativo”, comenta. A votação oficial para a escolha do novo chefe do Legislativo será na sessão do dia 11 de dezembro.