09 de julho de 2026
Nacional

Acusada de incendiar ônibus pega 19 anos

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Acusada de fazer parte do grupo que queimou o ônibus da linha 350 (Passeio-Irajá), no Rio, Sheila Messias Nogueira foi condenada a 19 anos de prisão pela morte de uma vítima e absolvida das outras quatro mortes. O crime ocorreu em novembro de 2005. Além das cinco pessoas que morreram carbonizadas - entre elas um bebê -, 16 ficaram feridas. Sheila teria feito sinal para que o veículo parasse e não teria permitido que os passageiros deixassem o veículo.

No julgamento, ocorrido no 2.º Tribunal do Júri, a acusada preferiu permanecer em silêncio durante o interrogatório, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça (TJ). Ela é a terceira condenada por envolvimento na ação. Em novembro último, Anderson Gonçalves dos Santos, o Lorde -apontado como líder do grupo que incendiou o ônibus-, foi condenado a 444 anos e seis meses de prisão. Outro acusado é Alberto Maia da Silva, que também foi julgado em novembro e foi condenado a 309 anos e cinco meses de prisão. Ambos foram condenados por homicídio qualificado e tentativa de homicídios.

O crime

Dois passageiros do ônibus, levados pelo Ministério Público como testemunhas de acusação, reconheceram Sheila como uma das mulheres que entrou no ônibus e gritou “rala, rala” - gíria para que os passageiros saíssem do ônibus.

O crime No dia 29 de novembro de 2005, o ônibus foi invadido por criminosos que espalharam gasolina pelos bancos e atearam fogo. Eles ainda bloquearam as portas e impediram que os ocupantes do ônibus descessem. Cinco pessoas morreram carbonizadas.

De acordo com o Ministério Público, o ônibus foi queimado em represália de Lorde à morte de um suposto membro de sua quadrilha durante uma ação policial.