Pobre poeta, releve as críticas infelizes que são feitas ao seu imortal poema de amor, tão valioso e puro e casto que ocupa há dois mil e quinhentos anos lugar soberano na literatura religiosa, bem além das crenças e das seitas e muito muito, muito além dos preconceitos e da intolerância! Como deve ser doloroso, após tanto tempo, ser chamado de quase-pornógrafo! Pobre Sulamita, mulher gazela de corpo e alma, corsa ligeira das colinas, paixão do poeta, perfumada a bálsamo, cujos longos cabelos esparramam-se como um rebanho de cabras pelos seios-encostas de Galaad, que triste sina e que ofensa quase calúnia ser reduzida à mera “center-folder” da Playboy!
É, das duas uma: ou falta açúcar ao chá servido na Academia Bauruense de Letras ou uma de suas cadeiras deve estar com o assento estragado..
Fernando Marchini Dias da Silva - um eterno bauruense longe da terra - advogado - OAB124.031 - Santo André-SP