São Paulo - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou atrasos em 408 dos 1.148 vôos programados para pousar ou decolar nos principais aeroportos do país hoje. O índice representa 34,17% do total. Outros 40 vôos foram cancelados.
Apesar de o índice de atrasos continuar alto, o número de cancelamentos vem caindo desde terça-feira, quando uma pane em um equipamento que realiza a comunicação entre pilotos e os controladores de tráfego aéreo do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta-1), em Brasília.
Os atrasos continuaram na maioria dos aeroportos na quarta e na quinta-feira. Passageiros tiveram que dormir nos terminais ou enfrentar filas para tentar remarcar os vôos. Na próxima terça-feira, os cinco senadores que investigam a crise aérea vão se reunir com o comandante da Aeronáutica, Luiz Carlos Bueno, para cobrar do governo agilidade nas investigações da pane. Anteontem, o ministro da Defesa, Waldir Pires, e Bueno admitiram que não havia um técnico no país capaz de consertar o equipamento que parou de funcionar.
A crise aérea teve início no final de outubro, após o acidente com o vôo 1907 da Gol, que resultou na morte de 154 pessoas. Os atrasos foram causados pela chamada operação-padrão dos controladores de tráfego aéreo, que, de forma isolada, decidiram aumentar o espaçamento entre as decolagens. Uma nova crise atingiu os aeroportos em novembro, em conseqüência do mal tempo no Sul e Sudeste do País.