10 de julho de 2026
Política

Diretoria da Emdurb dá prejuízo de R$ 800 mil

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) vai continuar operando com prejuízo neste ano de cerca de R$ 720 mil na área de gerenciamento de transportes. O prefeito Tuga Angerami (sem partido) não aceitou a proposta da direção da empresa de elevar a taxa de gerenciamento dos atuais 1% para 3% do faturamento com venda de passes para solucionar um buraco na operação da Diretoria dos Transportes (DT).

Apenas esta área responde por praticamente a metade do déficit operacional da Emdurb, que chegou em algo perto de R$ 1,7 milhão em 2005. Mesmo com o prejuízo estando em queda, desde o início da atual gestão, a Emdurb continua operando no vermelho e a presidência atual ainda não demonstrou como a situação será contornada.

A tentativa de solução para o prejuízo na Diretoria de Transportes não deu resultado: aumento de receita. O presidente Célio Bucceroni defendeu que as concessionárias de transporte coletivo voltassem a recolher 3% sobre o faturamento, para que a Emdurb gerencie o sistema. A taxa caiu para 1% durante o governo passado, em negociação firmada junto ao Ministério Público (MP). Em troca, as empresas assumiram o investimento para a bilhetagem eletrônica.

A argumentação da presidência foi a de que, em síntese, não é possível manter o nível dos serviços com a receita atual e, de outro lado, o retorno para o investimento com a bilhetagem já teria se concretizado, com as concessionárias deixando de recolher o equivalente a R$ 3 milhões desde então.

Mas como elevar a taxa significa aumentar o custo da passagem para os usuários dos ônibus urbanos, o prefeito não aceitou a proposta de Bucceroni. O Conselho de Usuários do Transporte Coletivo se reuniu na última segunda-feira e, por unanimidade, também se posicionou pela não recomposição da taxa.

Prejuízo aberto

Com isso, o buraco na DT continua aberto. A área rende apenas R$ 38 mil de receita por mês, mas tem cerca de R$ 120 mil de despesas, a maioria com folha de pagamento para setores operacionais, como os fiscais de transportes. Seriam 30 fiscais de rua, incluindo os que checam as catracas e itinerários dos coletivos. O problema de caixa nesta área ainda é agravado por outro obstáculo. A receita para o gerenciamento dos serviços de mototáxi, transporte escolar e táxi é reduzida, limitada a R$ 40,00 por veículo cobrados no início de cada ano para a licença.

O prejuízo no setor, na prática, é minimizado pela performance do Terminal Rodoviário, que gasta R$ 100 mil/mensais, mas arrecada R$ 120 mil, conforme o diretor Administrativo e Financeiro, Paulo Gobbi. “Vamos continuar apertando, cortando a gordura que der. Mas chega uma hora que não tem onde mais cortar e ai terá de sentar e resolver isso. Uma alternativa é vender serviços, buscar receita lá fora. Vamos priorizar porque a meta é déficit ao final do próximo ano”, comentou Gobbi.