08 de julho de 2026
Geral

Mulher ditará consumo, diz pesquisa

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Mulher, solteira, bem informada, independente financeiramente, tem em média 32 anos e não fica na Internet o tempo todo. Esse é o perfil do consumidor do futuro. Um cliente que dá preferência a produtos funcionais, socialmente corretos e que economizam tempo.

E essa tendência já é verificada inclusive em Bauru, onde empresas têm se adaptado para atender a esse público tão específico e exigente. A caracterização do consumidor do futuro foi obtida por meio de uma pesquisa feita na cidade de São Paulo no mês passado pela TNS InterScience.

O estudo identifica o perfil e o comportamento dos “future shapers” brasileiros. O termo se aplica a pessoas que apreciam novidades e que estão sempre trocando informações sobre o que compram e, de certa forma, fazem propaganda de seus produtos preferidos, divulgando-os em seus círculos sociais. São pessoas que influenciam no consumo.

“Eles são mais propensos a adotar inovações, são atentos a lançamentos, têm o hábito de ler rótulos, buscam novidades em revistas e websites, valorizam a criatividade, não dispõem de tempo e têm preocupação com a ética e o meio ambiente”, comenta a diretora de planejamento da área de consumo da TNS InterScience, que conduziu a pesquisa.

Na opinião dela, os “future shapers” podem ser grandes aliados das empresas em processos de testes e avaliação de conceitos, auxiliando-as na definição do formato futuro de seus mercados.

No último Salão do Automóvel, realizado em outubro, em São Paulo, a Volkswagen preparou um ambiente exclusivo para receber as mulheres. O espaço foi desenhado para dar informações sobre os veículos da marca e exibir as mudanças que foram feitas para atender a esse público.

A montadora instituiu o Programa Mulheres, que tem como objetivo considerar cada vez mais a opinião das consumidoras na melhoria dos veículos. Pesquisa divulgada recentemente pela empresa mostra que 70% das vendas feitas pela montadora têm participação direta ou indireta das mulheres na hora da escolha do modelo e da cor. Na década de 80 a proporção era inversa, segundo a empresa.

A influência feminina na hora da compra é comprovada pela Renault, que também afirma que em 70% de suas vendas anuais a palavra final é da mulher. O público feminino também vence o masculino na Honda. No ano passado, elas representaram 58% dos compradores do modelo Fit.

Esses são alguns dos exemplos que mostram o poder de decisão e de consumo que as mulheres têm conquistado ultimamente. No caso dos automóveis, o avanço ocorre em um terreno que até pouco tempo era dominado por homens.