Ribeirão Preto - Com os atrasos em seu vôo em São Paulo e com pressa para chegar a Ribeirão Preto, uma designer de jóias foi obrigada a viajar de helicóptero para o lançamento de uma grife. Também com pressa, um usineiro usou helicóptero no lugar do avião na última semana.
Esses são dois exemplos do que o caos aéreo tem provocado com passageiros na região de Ribeirão Preto. Praticamente livre dos problemas causados pela crise aérea - desde que haja condições de vôo visual -, os helicópteros são uma alternativa rápida para deslocamento nos momentos do “apagão aéreo”. Mas são caros.
Para ir a São Paulo, é preciso desembolsar R$ 3.900,00, valor de três horas/vôo, que pode ser dividido por até três passageiros, na metade do tempo de uma viagem de automóvel. “Os helicópteros têm a vantagem de voar em altitudes menores que as dos aviões. Uma viagem de Ribeirão a Franca, por exemplo, não precisa de autorização de Brasília”, afirmou o gerente da Power Helicópteros, André Cunha.
Segundo o comandante Nelson Mattos, diretor da ABC Helicópteros, é possível escapar do caos aéreo porque “95% da aviação de helicóptero é visual, sem instrumentos”. “Com isso, dá para sair desse esquema de controle”, afirmou.
A ABC, homologada para táxi aéreo em Ribeirão e região, tem duas aeronaves na base de Ribeirão Preto, matriz da empresa, quatro em São Paulo, no Campo de Marte, e outra em Ubatuba.