08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Uma proposta impertinente


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“Errais não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”. (Mt 22.29). Não sou teóloga; mas apenas uma serva do Senhor, porém, Ele não se revela aos sábios e arrogantes, mas sim aos humildes de espírito, que buscam conhecê-Lo com corações quebrantados e dependentes dele.

Primeiramente quero dizer à professora Mariza, sobre o sua matéria publicado no JC de 03/12/06, que oficialmente o Cânon da Bíblia consta de 39 livros no AT, aceito pelos judeus como inspirados e 27 no NT; somando 66 livros. Os apócrifos não são aceitos por conterem heresias. O AT é a preparação para a vinda de Jesus. Encontramos em vários livros proféticos do AT, a vinda do Salvador. Tudo tem acontecido “ipsis litteris” e irá acontecer, quer se acredite ou não. Jesus testifica a veracidade do AT, citando-o inúmeras vezes no NT.

“Sabendo primeiramente isto; que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca, jamais, qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram pela parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20-21).

Este versículo do apóstolo Pedro esclarece por si mesmo a veracidade das Escrituras. A Bíblia não é literatura que se leia com senso crítico e preconceituoso à qual se atribua uma interpretação própria. Ela é a Palavra revelada e só entendida pelo espírito vivificado e renovado; daqueles que recebem e seguem a Cristo Jesus e que se tornam o templo do Espírito Santo. O apóstolo Paulo explica isso aos Cristãos de Corinto. “Ora, o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus porque lhe são loucura e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente. Porém, o homem espiritual julga todas as cousas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém” (1 Co 2.14-15). Paulo classifica como homem natural ou espiritual aquele que recebe ou não Jesus como Senhor.

Em um ponto do artigo eu concordo com a professora. Sempre questionei os dogmas impostos pela religião, mas Deus não é religião e a Sua Palavra não contém dogmas. Estes foram inventados por homens para justificar seus interesses e foram impostos como verdade. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Só conheceremos Deus através do verbo de Deus, Jesus, que é a “verdade verdadeira”: “Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o caminho e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6).

Recebendo Seu Filho, Ele nos elege Seus filhos e por Seu amor nos disciplina, não nos castiga. “Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita todo o filho a quem recebe”. “É para a disciplina que perseverais. Deus vos trata como a filhos; pois que filho há a quem o pai não corrige?” “Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes de Sua santidade” (Hb 12.6,7,10).

A Bíblia é autêntica, imparcial e narra as vitórias e derrotas do povo quando obedecia ou não à lei do Senhor. Eles próprios reconheciam que o Senhor guerreava por eles contra os povos invasores da sua terra, no regresso do Egito após 430 anos. Em obediência venciam o adversário; ao contrário eram derrotados. Portanto, não era “disputa de poder”.

Finalizando, quero dizer à professora que se a verdade é relativa ao ponto de vista de cada um, como declarou, respeito que ela expusesse o seu, ao dizer que o Deus do AT é “cruel e vingativo”. Entretanto, propor aos cristãos que reneguem um Deus que para eles é amor, justiça e verdade absoluta é, no mínimo, uma proposta arrogante e impertinente.

Maria de Lourdes Soares Rondon - RG 3.549.942