O Ipiranga manteve a escrita e foi bicampeão da Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA), ontem de manhã, no Estádio Distrital Silvio de Magalhães Padilha, na Vila Giunta, após derrotar o Expressinho por 2 a 1 na finalíssima da competição. O Campeonato da Liga Bauruense foi muito bem organizado e disciplinado.
Novato na grande final, o Expressinho lutou desde o início em busca do primeiro título. Alçou bolas na área, marcou bem no meio-campo, mas não conseguiu evitar o gol do Ipiranga. Nem assim o Tricolor do Mary Dota desistiu.
Voltou para o segundo tempo com a mesma garra, mas em uma falta cobrada da intermediária, sem perigo aparente, tomou o segundo. O capitão do Expressinho, Civaldo, ainda descontou, mas já era tarde.
Desde o primeiro minuto da partida, o torcedor que compareceu ao Padilhão pôde notar a vontade das duas equipes conquistar o título. Vontade traduzida em correria e pegada forte de ambos os times. Marcação dura, faltas e cobranças apressadas foi assim o início da partida. Nenhuma das equipes tinham interesse em catimbar o jogo. Expressinho e Ipiranga corriam contra o tempo para marcar o primeiro gol da finalíssima.
O Expressinho, quando com a posse de bola, não perdia tempo. Do meio campo, alçava a bola de “chuveirinho” na área do Ipianga, mas nenhum dos atacantes tinha afinidade com o cabeceio.
Já a equipe da Vila Popular Ipiranga não desperdiçava. Utilizando bem as laterais, como havia prometido o técnico Wilson Carneiro de Souza, o Zebu, a bola chegava mais “redonda” para os atacantes. Logo aos 10 minutos de jogo o “matador” Goela, do Ipiranga, abriu o placar em um bate-rebate na área e no meio da confusão chutou entre o goleiro e o zagueiro do Expressinho.
O Tricolor do Mary Dota não desistiu, brigou pela bola no meio com o capitão Civaldo, mas continuou pecando nas finalizações com a mesma tática inexpressiva: bola alta na área a erro na finalização.
Segundo tempo
No segundo tempo, o Expressinho voltou pressionando o Ipiranga na busca pelo empate. A zaga do Ipiranga cometeu muitas faltas e o jogo começou a esquentar. Apesar dos empurrões, o árbitro Antônio Sanches Galves conseguiu controlar os mais exaltados advertindo verbalmente e distribuindo cartões amarelos.
Aos 24 minutos do segundo tempo, o volante do Expressinho cometeu uma falta na zona esquerda da intermediária do Ipiranga. Dani, que entrou no lugar de Paulinho no intervalo, bateu sobre a barreira e a bola, já sem força, quicou na área e confundiu o goleiro Muzil. 2 a 0 Ipiranga.
Três minutos depois, Civaldo, o capitão do Expressinho empurrou a bola para o gol de Alexandre após rebatida na área do Ipiranga, descontando para a equipe do Mary Dota. A partir daí começa a catimba. Quando o técnico do Ipiranga não fazia substituições, eram os jogadores do time que caiam pedindo atendimento para que o tempo corresse com a bola parada.
Nos últimos minutos o Expressinho ainda tentou com os dez jogadores do time na área do Ipiranga em uma das últimas cobranças de escanteio, na tentativa de empatar a partida. Placar final: 2 a 1, Ipiranga campeão.