07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Jogada manjada

O que poderia soar bem aos ouvidos dos contribuintes é uma irresponsabilidade para com a cidade. Mais uma vez os interesses menores, eleitoreiros e pessoais se sobrepõem à real necessidade da municipalidade. Um grupo na Câmara Municipal manobrou e, numa jogada sorrateira, tentou fazer com que a prefeitura passasse 2007 inteiro sem arrecadar a Contribuição de Iluminação Pública (CIP).

• Calma com andor

De tempos em tempos, parte dos parlamentares sofre recaída de postura, por mais que vivam dizendo que “Bauru não pode ficar parada...”, que “o que importa são os interesses maiores...”, que “a Câmara resgatou a seriedade...” e outras ladainhas do gênero. Estamos ainda na metade do atual mandato e a eleição só ocorrerá daqui a dois anos. É cedo demais para maldades do gênero. Bauru não merece.

• Problema é de todos

Há um problema a ser resolvido e, independente dos erros que a lei atual e o projeto de lei que reformula a CIP possam conter, a Câmara tem o dever de ajudar a resolver o problema, não empurrá-lo vergonhosamente com a barriga. Sobrestar por uma sessão ordinária não é atrapalhar o prefeito e seu governo, como se pretende, mas abalar o equilíbrio das finanças públicas, que não tem dono, é de todos.

• Cobrança indevida

Mas nesse meio tempo a prefeitura descobriu que a CIP está sendo cobrada de forma errada desde 2003, quando foi criada. É que estão lançando a CIP com base em 5% do faturamento do consumo dos imóveis, mas este era o limite máximo para cobrança da contribuição e não a forma de cobrar. Entenda o furo na página 4 desta edição e como o governo municipal continuará com o tributo, driblando as malvadezas de alguns no Legislativo.

• Nilson e o esgoto

O ex-prefeito Nilson Costa (PPS) é um dos beneficiados pela liminar que impede a cobrança da tarifa de esgoto destinada ao fundo de tratamento em Bauru. É que os moradores do edifício "Chicão" conseguiram a medida provisória na Vara da Fazenda. Leia na página 3.

• Órfãos do Executivo

Apesar de a base aliada do prefeito ter se dispersado nos últimos meses, os vereadores que compõem o grupo que dá (ou pelo menos dava) sustentação ao Executivo estão órfãos de orientação quando o assunto é eleição da Câmara. Ao que parece, até agora o prefeito não sentou nem para conversar sobre as possibilidades na eleição da presidência.

• Unidade partidária

Enquanto isso, boa parte dos tucanos descolados com os rachas vividos pelo partido se antecipa e, através de e-mail enviado à coluna, cobra unidade da bancada para a eleição da Câmara. Informam que vão conversar com Marcelo Borges, que foi visto em churrascaria outro dia conversando com os comandantes locais do PP e o vereador Paulo Madureira.

• Ajuda a um jornal

Falando em Borges, ele mesmo revelou ontem que “ajuda” um jornal de bairro (Folha Leste, do Mary Dota). Segundo o tucano, não há nenhum problema nisso, porque não está se valendo de sua condição de vereador para favorecer o jornal. O tucano quis se justificar porque já estavam surgindo boatos de que a ajuda dele não seria tão regular como disse.