09 de julho de 2026
Polícia

Idosa perde R$ 10 mil em golpe misto

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Se não bastasse um golpe, agora dois de uma só vez. No desenrolar do caso, as histórias se fundem para que a vítima seja convencida mais facilmente a entregar dinheiro aos estelionatários. Foi o que aconteceu ontem em Bauru. Uma idosa perdeu R$ 10 mil ao acreditar, primeiramente, em um pedido de ajuda para abrir uma conta e, depois, que seu filho estava seqüestrado.

O caso foi registrado na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que vai requisitar ao banco a fita de vídeo do sistema de segurança para tentar identificar a golpista que acompanhou a vítima até a agência onde o dinheiro foi sacado. O delegado Silberto Sevilha Martins aposta na estratégia para identificar e prender estelionatários.

Inclusive, ele já tem a imagem em vídeo de uma estelionatária, filmada em um golpe semelhante, aplicado em Bauru há poucos meses. “Estamos à procura desta mulher. Se alguém a conhecer, deve procurar a polícia e vamos tentar o mesmo com a golpista de hoje (ontem).

A vítima de ontem, que pediu para não ter seu nome divulgado, contou à polícia que estava na rua, perto de sua casa, na Vila Falcão, quando foi abordada por uma mulher que parecia muito simples. A desconhecida, que disse ser analfabeta, pediu ajuda para abrir uma conta bancária. Enquanto a idosa estava sendo convencida a ir até o banco, surgiu o comparsa da golpista, um homem bem vestido que de imediato se prontificou a ajudar a abrir a conta.

Na verdade, a função do homem era exatamente convencer a vítima a acompanhar a golpista até o banco. Na conversa, com o poder de persuasão característico dos golpistas, a idosa foi convencida a ajudar a mulher a abrir a conta e as duas entraram no carro do homem, na verdade o segundo golpista.

Porém, no carro, no percurso até o banco, a história mudou. Segundo o registrado em boletim de ocorrência, o casal disse que estava com o filho da idosa e para matá-lo exigiram dela R$ 10 mil. Acreditando tratar-se de seqüestro e temendo pela vida do filho, a idosa foi ao banco acompanhada da estelionatária, sacou o dinheiro e entregou ao casal. Logo depois, descobriu que seu filho não havia sido seqüestrado e que tudo não passara de golpe.

O delegado titular da DIG ressalta que não são comuns, mas anteriormente ao caso de ontem já havia registrado outro golpe que, no decorrer da conversa, transformou-se em extorsão. “São casos que o golpista sente que está difícil convencer a vítima e então acaba forçando-a a entregar dinheiro simulando uma situação”, frisa, ressaltando para que as pessoas tomem cuidado com os estelionatários.