09 de julho de 2026
Nacional

Negado habeas corpus para os fundadores da Renascer

Folhapress
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São Paulo - O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo negou ontem pedido de habeas corpus em favor dos fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo - Estevam Hernandes Filho e sua mulher, Sônia Haddad Moraes Hernandes. O advogado de defesa do casal Hernandes, Luiz Flávio Borges D’Urso - reeleito presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) -, pedia a suspensão da ordem de prisão decretada pelo juiz da 1.ª Vara de Justiça Criminal, Paulo Antônio Rossi.

O desembargador Ubiratan de Arruda, da 9ª Câmara Criminal do TJ, afirmou que não houve constrangimento ilegal na ordem de prisão e negou o pedido da defesa. No entanto, o mérito do pedido ainda será julgado por Arruda e mais dois desembargadores. Outros três sócios dos Hernandes também tiveram a prisão preventiva decretada.

O pedido de prisão foi feito porque o casal não compareceu à audiência do processo em que os dois são denunciados por lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica. O juiz já havia determinado anteriormente a quebra do sigilo bancário e bloqueio de bens do casal Hernandes. D’Urso disse que o pedido de prisão é “descabido”. “Não era o caso de pedir a prisão.” Os fundadores da Renascer estão foragidos. A assessoria da Renascer informou que Estevam não compareceu à audiência porque estava com um problema nos olhos. Também informou que o atestado médico já foi enviado para o Ministério Público, que deve juntar o documento ao processo.

Reportagem do dia 25 de outubro informava que um ex-funcionário da Renascer, que se identificou como “J”, disse que o dinheiro arrecadado entre os fiéis era usado para pagar funcionários de empresas dos Hernandes.