10 de julho de 2026
Nacional

Lula quer apoio do Mercosul aos ‘povos pobres’ da América do Sul

Folhapress
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Brasília - O Mercosul inaugurou ontem no Senado o primeiro estágio do Parlamento do bloco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que é um passo “embrionário”, mas mostrou otimismo quanto à capacidade da nova instituição de resolver os problemas da integração. “É uma coisa pequena ainda, embrionária. Mas quem de nós não nasceu pequeno, quem de nós não começou do zero?”, indagou.

Para o brasileiro, o Mercosul recebe críticas porque o Brasil tem tradição em manter relações mais estreitas com EUA e União Européia. “Estamos há mais de 40 dias para aprovar uma água que temos que importar do Uruguai, e essa água já foi testada 80 vezes e ainda não foi autorizada. Vejo, de vez em quando, na Ponte da Amizade, a verdadeira inimizade”, disse Lula. “Daí a grandeza da criação do Parlamento, porque com deputados e senadores debatendo esses assuntos cotidianamente, fica mais fácil aprovar a legislação que possa mudar a relação do Brasil.”

Amanhã, os ministros das Relações Exteriores, da Fazenda e presidente dos Bancos Centrais de Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela participam da reunião do Conselho do Mercado Comum do bloco. Na primeira fase do Parlamento, cada país indicou 18 deputados dos Congressos nacionais para que se reúnam uma vez por mês. A meta é ter eleições diretas a partir de 2014.

O Parlamento é praticamente a única conquista do bloco que, no último semestre, quando a presidência pró-têmpore esteve com o Brasil, não avançou por causa das eleições aqui, segundo diplomatas. Para especialistas, o bloco vive um momento pobre em comércio, de ênfase política.