07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Papel institucional

Logo em seguida à proclamação da eleição para presidir a Câmara, ontem, o vereador Paulo Madureira (PP) tratou, sabiamente, de ponderar qual será o seu papel, sintetizando em garantir a governabilidade e o apoio ao crescimento da cidade. Experiente no parlamento, Madureira sabe que representa a oposição, mas que sua função institucional exigirá mais do que qualquer pretensão do grupo anti-tuguista ou clementista.

• De fininho

João Parreira simbolizou seu descontentamento com a eleição ontem deixando o plenário antes do fim da votação para Mesa Diretora. Colegas de partido e outros parlamentares criticaram a postura do vereador. “Ele deveria reconhecer a derrota e ficar”, disseram vários vereadores. A questão é que reconhecer a derrota é o mesmo que assumir que perdeu para seu próprio colega, Marcelo Borges, que foi para o confronto interno em função de seu projeto pessoal, em 2008.

• Sem manobra

Mas, antes de sair, Parreira falou ao JC e afirmou que não estava chateado com a derrota. Ele também defendeu o ex-presidente do DAE, José Clemente Rezende, que retornou ao Legislativo na véspera da eleição. Segundo o tucano, não houve manobra do prefeito para eleger um aliado, mas sim a solidariedade de Clemente, de quem é amigo.

• Em casa

Já o ex-vereador Faria Neto (PDT) acompanhou a eleição de camarote e assistiu a derrota da bancada situacionista com ar de satisfação. Eleitor de Madureira, Faria Neto ainda não sabe o que vai fazer, mas já adiantou que não quer cargo na administração. “Ou eu fico na Câmara, ou fico em casa. Se for convidado para a administração, eu não vou”, disse.

• Bate-boca

Quase passou despercebido o bate-boca entre Clemente e Salvador Afonso, ao final da sessão. Depois de tentar lançar Afonso como vice-presidente, com muita ironia e sem sucesso, Clemente discutiu com o colega de partido e a coisa só não pegou fogo porque Afonso virou as costas e foi embora.

• Flor do Amor

A administração municipal sabia que a eleição estava apertada e que a posição de Salvador deixaria o jogo nas mãos da oposição. E, como uma ação fala mais do que qualquer argumentação, a alameda Flor do Amor, reduto do pedetista Afonso, parecia um canteiro de obras na véspera da eleição. Mas demoraram a atender os pedidos de Afonso e ele já tinha fechado com a oposição.

• Mais férias

O secretário em férias das Administrações Regionais (Sear), Nélson Fio, disse ontem ao JC, na Câmara, que quer mais 30 dias de férias. Ele garantiu que não iria pedir exoneração do cargo ao prefeito na terça-feira próxima, já que na segunda-feira ainda vai abonar mais uma vez. O problema é que a Secretaria da Administração adianta que não é possível emendar duas férias sem o tempo necessário para tal.

• Cumbuca

Apesar da tensão que marcou a eleição de ontem, o presidente da Câmara, Toninho Garmes (PSDB), deu um jeito de quebrar o clima tenso. Na hora da votação, Garmes chamou Benedito da Silva e Primo Mangialardo para sortearem os papéis com os nomes dos vereadores e explicou: “Eles vão colocar os papéis na cumbuca e depois sortear”, disse, tirando risos dos presentes.

• CEI muda

Com a eleição de Paulo Madureira para presidência da Câmara, o vereador Arildo Lima Júnior (PP) deve assumir a vaga do companheiro de partido na CEI da Sear/DAE, cuja presidência é de Madureira. Segundo ele, a reunião de terça-feira deve ser a última da qual participa como presidente. “A partir daí, os vereadores escolhem outro presidente para a CEI”, disse.