08 de julho de 2026
Internacional

Para EUA, Fidel está prestes a morrer

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O ditador cubano, Fidel Castro, está muito doente e prestes a morrer, afirmou o diretor de Inteligência Nacional dos EUA, John Negroponte, segundo publicou o jornal “Washington Post”. “Tudo indica que não levará muito tempo... meses, não anos”, disse Negroponte em um reunião com editores e repórteres do jornal, sem entrar em detalhes.

Fidel transferiu o poder a seu irmão, Raúl Castro, pela primeira vez em 47 anos, depois de passar por uma cirurgia no intestino, em 31 de julho. Ele não apareceu nas comemorações atrasadas de seu 80.º aniversário (ocorrido em agosto) e do 50.º aniversário do desembarque do iate “Gramna”, que levou os primeiros guerrilheiros a Cuba, no último dia 2. Na ocasião, Raúl fez um breve discurso em que propôs um diálogo com os EUA para “normalizar as relações”.

Ontem chegou a Cuba um grupo de dez parlamentares americanos - a maior delegação dos EUA enviada à ilha desde 1959 - para sondar uma aproximação entre os governos dos dois país.

Na semana passada, uma reportagem publicada no site do jornal britânico “The Independent” já havia afirmado que Fidel luta contra um câncer terminal e poderia morrer até o Natal. De acordo com o jornal, as informações foram passadas por fontes diplomáticas ocidentais.

Observadores próximos ao regime cubano disseram que Fidel luta contra um agressivo câncer de estômago, e se recusou a fazer a radioterapia ou qualquer outra forma de tratamento. Oficiais cubanos são notoriamente evasivos sobre a saúde de seu presidente, assunto tratado como segredo de Estado. Enquanto afirmam que Fidel está se tratando de uma doença não-terminal, fontes ocidentais contestam o verdadeiro estado de saúde do presidente.

Fidel foi visto pela última vez em um vídeo de 28 de outubro exibido na TV cubana, no qual aparece fraco e convalesce em uma cama.