09 de julho de 2026
Bairros

Concorrência acirrada derruba preços

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de parecerem um negócio promissor, as lan houses já não se mostram tão rentáveis como na época em que surgiram no País, há aproximadamente oito anos. “O tempo bom já passou. Hoje em dia a gente consegue ganhar para sobreviver”, diz Sérgio Massami Takahashi, dono de um dos estabelecimentos mais antigos da cidade, situado no parque Bela Vista.

Quando entrou para o ramo, há quatro anos, ele costumava cobrar R$ 2,50 a hora. “Nos finais de semana, o preço chegava a R$ 3,00. Hoje em dia caiu muito, está tudo defasado”, diz. Por isso, Takahashi teve de baixar os valores para R$ 2,00, a fim de não afugentar os clientes.

“Mas ainda está difícil, a concorrência anda muito grande”, afirma. Apesar de parecerem baixos, quando comparados aos vigentes em outras cidades, os preços praticados por Takahashi estão longe de figurar entre os menores de Bauru.

Washington Nomura, dono de uma lan house localizada na Vila Independência, chega a cobrar apenas R$ 1,00 a hora. “Esse preço vale até às 13h. Depois disso, sobe para R$ 2,00”, explica. Ele pretende ampliar número de computadores à disposição do público - hoje são 17 em funcionamento. “Minha intenção é dobrar a capacidade de atendimento já no começo do ano que vem. Quando isso ocorrer, acredito que o preço possa cair para R$ 1,50 a hora”, espera.

Nomura tem motivos de sobra para praticar preços tão “camaradas”: sua lan house está localizada próxima a dois outros estabelecimentos do gênero. “São poucas quadras separando um local do outro. Se eu cobrar mais caro, os clientes deixarão de vir até mim”, explica.

Os baixos valores vigentes em Bauru acabam sendo um “prato cheio” para os clientes. Apesar de ser uma usuária assídua, a ponto de possuir cadastro em cinco lan houses da cidade, a estudante Rafaela Pirani não costuma ter muitas despesas mensais com o hobby.

Sem grandes opções para resolver o problema da concorrência acirrada, os proprietários são obrigados a se conformar e baixar os preços. “Se eu cobrar mais caro, minha clientela vai diminuir. O único o jeito que me sobra é ir levando dessa forma mesmo”, diz Willian Dantas de Campos Figueiredo, que trabalha em uma lan house localizada no Parque São Geraldo.