08 de julho de 2026
Regional

Jovem de 17 anos é morta em Lençóis

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 3 min

Lençóis Paulista - A avenida Padre Saustio Machado, um dos principais “points” de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), foi palco de uma tragédia na madrugada de ontem. No local, um homem armado com revólver tirou a vida da estudante Aline Meirieli Benvindo Panelli, 17 anos. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro Municipal, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em seguida.

De acordo com informações registradas em Boletim de Ocorrências (BO), o crime ocorreu por volta das 4h. Aline e suas amigas se divertiam em um bar situado próximo a um circo, no Jardim Ubirana, quando um homem - ainda não identificado pela Polícia - entrou duas vezes no estabelecimento e teria feito gestos ameaçando a vítima.

Após as ameaças, ele puxou a estudante pelo braço, levou-a para fora do local e, na rua, efetuou dois disparos com revólver. Um deles atingiu a cabeça da vítima. O outro acertou um veículo que estava estacionado na avenida, mas ninguém mais ficou ferido. Em seguida, o autor dos disparos fugiu em um Gol prata.

A polícia vai instaurar inquérito para averiguar as causas do homicídio e identificar o autor dos disparos. O corpo da vítima foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para exames. O laudo deve sair em 15 dias, aponta José Augusto Fidêncio Oller, investigador da Delegacia Civil de Lençóis Paulista. Segundo o Código Penal, se for confirmado homicídio, a pena pode variar de 6 a 30 anos de detenção.

Revolta

O homicídio chocou Lençóis Paulista, que possui aproximadamente 70 mil habitantes. Além de ter ocorrido em uma avenida movimentada da cidade e na frente de outras pessoas, o crime envolveu uma jovem estudante. Nascida em Lençóis Paulista, Aline morava no bairro Júlio Ferrari. Estava estudando e, além de ajudar nos afazeres domésticos, cuidava do irmão, de 11 anos.

No velório da estudante, o clima era de comoção e revolta. O pai da vítima, o funileiro Eduardo Donizete Miller, estava muito abalado e ainda não havia entendido como tudo acontecera. “Ela costuma sair com as amigas, vai sempre à avenida (Pe. Saustio Machado) na sexta-feira e no sábado”, disse ele, cobrando justiça.

“Fiquei sabendo logo que ela morreu. E quero que a Polícia encontre quem fez isso.” A mãe, apontou Eduardo, estava em estado de choque. “Ela está desesperada. Perdemos nossa filha e minha sogra morreu no início do ano”, apontou.

Familiares e amigos também lamentavam profundamente a perda da estudante. “Não entendemos como tudo aconteceu”, comentou a tia Roseli Fernandes de Oliveira. “Ela era uma menina muito querida e se relacionava bem como todo mundo, com os parentes e amigos. Nunca teve intriga com ninguém. Não tinha inimigos”, conta a tia Quitéria Silvana Silva Benvindo.

As amigas Valéria Leite da Cruz, 19 anos, e Alexandra Pereira da Silva Lemos, 17 anos, também estavam no bar com Aline, mas não presenciaram o fato. “Eu não vi quem foi porque ela saiu do bar”, diz Valéria. Depois do ocorrido, conta ela, o desespero tomou conta de quem estava no local. “Tinha muito gente chorando”, diz Valéria.