09 de julho de 2026
Geral

Escolaridade na região de Bauru é a 5ª melhor no Estado de São Paulo

Por Luciana La Fortezza | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A Região Administrativa (RA) de Bauru, formada por 39 municípios, é a quinta melhor do Estado tanto em escolaridade quanto em longevidade. E não é só. Também está em oitavo lugar no ranking relativo à riqueza, onde constam 15 regiões paulistas.

O desempenho, relativo ao biênio 2002-2004, integra a terceira edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), que será divulgado hoje pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O estudo, conduzido pela Fundação Seade, revela os níveis de desempenho dos municípios paulistas quanto à riqueza, longevidade e educação - as três dimensões que compõem o índice.

Na região de Bauru, eles apontam avanços. Em 2004, os índices de escolaridade e longevidade estavam acima da média paulista. De acordo a Alesp, a proporção de jovens que concluíram o ensino fundamental superou o índice do Estado (70,2%, ante 68,3%). A taxa de crianças entre 5 e 6 anos atendidas na pré-escola também subiu para 89,4%, ante 77% da média de São Paulo.

Apesar dos dados positivos, a diretora regional de ensino, Vera Nilce Jarussi de Sá, preferiu comentá-los apenas na próxima semana. A titular da Secretaria Municipal de Educação, Ana Maria Daiben, não foi encontrada ontem para comentar o assunto.

Longevidade

Já as mudanças na estrutura etária têm acompanhado a trajetória do Estado. Elas são marcadas pela redução na proporção de crianças e pelo aumento da participação de idosos. Os menores de 15 anos eram 30,6% da população total em 1991 e apenas 23,4% em 2004. Em relação à expectativa de vida da população, São Paulo também apresenta bons índices e que destacam a qualidade de vida no Estado: 73,1 anos, ante os 71,7 da média nacional brasileira.

Na região administrativa de Bauru, a população idosa não está desguarnecida, avalia Ubaldo Benjamin, presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa (Comupi). Embora tenha que melhorar, as políticas públicas voltadas à terceira idade têm avançado, diz. Além disso, na opinião de Benjamin, morar no Interior, em muitos casos, pode ser vantajoso ao idoso.

“Para se deslocar é mais fácil. Ele (o idoso) não fica mais em casa, tem várias atividades, culturais, sociais, vai viajar. Tem mais qualidade de vida. Claro que isso não se aplica a todos”, afirma ele, que também é conselheiro titular do Conselho Estadual do Idoso. Benjamin ressalta, no entanto, que o salário do aposentado deve melhorar, pois está defasado.

“O IPRS abre caminho para a formulação de políticas públicas e planos de desenvolvimento capazes de atender às necessidades sociais. É importante perceber, por exemplo, que a renda da RA de Bauru eqüivale a 68% da média estadual,” conclui o deputado Rodrigo Garcia, presidente da Alesp.