08 de julho de 2026
Regional

PF prende ex-prefeito de Iacanga

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Iacanga - A Polícia Federal prendeu ontem, em Iacanga, o ex-prefeito Duarvalino Afonso Ribeiro, na Operação Pinochio. Ribeiro é acusado pela PF de integrar uma quadrilha que retirou ilegalmente madeira de área pública para a comercialização em serrarias. O ex-prefeito foi preso com mais oito pessoas numa operação deflagrada em vários municípios do Interior.

Conforme apurou o JC, Ribeiro foi acordado ontem pela manhã na sua residência em Iacanga (50 quilômetros de Bauru) por policiais federais da Delegacia da Polícia Federal de Ribeirão Preto. Antes, a equipe visitou a serraria de propriedade do ex-prefeito localizada a cerca de cinco quilômetros do Centro da cidade, na rodovia Bauru-Iacanga.

Conforme relato de uma fonte, os policiais levaram da empresa computadores e documentos. Em seguida, os policiais foram para a residência, onde prenderam Ribeiro e apreenderam mais documentos.

O delegado da Polícia Federal em Ribeirão, Fernando Bataus, passou a tarde e início da noite de ontem colhendo os depoimentos das pessoas detidas, inclusive de Duarvalino Afonso Ribeiro.

A Operação Pinochio foi deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em São Paulo.

Conforme informações, a quadrilha extraia há 10 anos madeira da Estação Experimental de São Simão, reserva florestal de propriedade do Estado de São Paulo. Dados extra-oficiais estimam um prejuízo de R$ 1 milhão por ano com a retirada irregular das árvores. A quadrilha devastou metade de uma área de cerca de 2.700 hectares.

Crimes

A Operação Pinochio investiga a receptação dolosa de madeira por parte de proprietários de serrarias, como a que Ribeiro mantém em Iacanga.

Durante a operação, foram cumpridos nove mandados de prisão e 14 de busca e apreensão por policiais da Delegacia da Polícia Federal, em Ribeirão Preto.

Além de Iacanga, foram presas pessoas nos municípios de São Simão e Santa Rosa de Viterbo. Também foram apreendidas duas armas de fogo, caminhões, motoserras e tratores.

De acordo com a PF, os presos responderão pelos crime de desmatamento, exploração econômica e degradação de floresta previsto no no artigo 50-A da lei de danos ao meio ambiente (legislação federal número 9.605/98). Este artigo prevê pena de reclusão de 2 a 4 anos e multa.