11 de julho de 2026
Nacional

Votação deve definir salário de parlamentares ainda hoje; tendência é teto de R$ 16,5 mil

Folhapress
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Brasília - Desautorizados pelo Supremo Tribunal Federal, os presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), devem submeter hoje ao crivo dos plenários das duas Casas a decisão sobre o reajuste no salário dos parlamentares.

Preocupados com a exposição pública de uma votação aberta, deputados e senadores reavaliavam ontem a proposta inicial de equiparar reajustar os contracheques em 91%, elevando os atuais salários de R$ 12.847,00 ao teto dos ministros do STF, de R$ 24.500,00 mensais.

A proposta de corrigir os salários dos deputados e senadores com base na inflação dos últimos quatro anos ganha força no Congresso Nacional. Depois do desgaste provocado pela decisão das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, a tendência agora entre deputados e senadores é optar por um aumento mais suave para evitar um novo embate com a sociedade. Se o reajuste com base na inflação for aprovado, os salários dos deputados e senadores subiriam para R$ 16.500,00.

A proposta deve ser apresentada formalmente hoje, durante reunião das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado com líderes partidários para rediscutir o aumento. Segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada ontem pela manhã, os parlamentares terão que votar, no plenário das duas Casas Legislativas, projeto de decreto legislativo com o valor proposto para o reajuste.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que vai colocar em votação no plenário da Casa a proposta que refletir o pensamento da maioria dos parlamentares. “Essa decisão é das duas Casas do Congresso. A minha posição terá necessariamente que expressar o que as Casas pensam. Amanhã (hoje), vamos reunir os líderes de cada uma das Casas e levar para o plenário as propostas que eles recomendarem”, afirmou.

Desgaste

Calheiros reconheceu o desgaste provocado na imagem do Congresso depois da decisão de conceder reajuste de 91% nos salários. “Esse assunto precisa ser definitivamente ser resolvido com equilíbrio, bom-senso, correção, para que ele não continue na pauta desgastando o Congresso Nacional”, disse o presidente do Senado.

Alguns parlamentares, no entanto, consideraram estranho o recuo das Mesas Diretoras mesmo após o desgaste vivido pelo Congresso após o anúncio do reajuste. “Fica parecendo que jogaram um valor lá em cima para depois aprovar um outro mais baixo, que continua sendo elevado”, criticou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).