O Ministério Público (MP), através do promotor de Justiça da Defesa da Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, começou a ouvir ontem os depoimentos sobre o caso de adulteração de notas fiscais referentes à conta adiantamento da Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear).
O primeiro a ser ouvido foi o procurador da prefeitura Maurício Porto. Segundo Masseli, o depoimento do procurador foi importante para que o Ministério Público conhecesse os detalhes do caso. “Nesta primeira etapa quero saber detalhes sobre o que aconteceu na secretaria e quais as providências que foram tomadas até agora. Com base nisso, vamos convocar os envolvidos”, destacou.
O vereador Primo Mangialardo (PV), relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga possíveis irregularidades na Secretaria das Administrações Regionais (Sear) e em gastos de publicidade no DAE, deveria ser ouvido ontem, mas pediu para mudar a data por motivo de viagem. O parlamentar foi convidado porque foi ele quem recebeu a primeira denúncia anônima sobre o caso, sendo que a carta ele encaminhou ao prefeito.
Esta será a primeira etapa de depoimentos, que servirá como base para o MP dar continuidade às investigações sobre o caso. Depois de ouvir o vereador Primo Mangialardo, Masseli deve começar a convocar os funcionários da Sear para esclarecimentos. A Promotoria pediu ao prefeito Tuga Angerami uma lista com os nomes e os cargos de todos os funcionários da pasta, desde o início do ano, além de notas fiscais complementares que ainda não teriam sido encaminhadas.