09 de julho de 2026
Internacional

Al-Qaeda rechaça a eleição palestina

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Gaza - Em um novo vídeo exibido anteontem pela rede de TV Al Jazira, do Qatar, o médico egípcio Ayman Al Zawahiri - homem mais importante da rede terrorista Al-Qaeda depois de Ossama Bin Laden - rechaçou a antecipação da eleições palestinas e disse que apenas uma guerra santa poderá libertar os palestinos.

Al Zawahiri também criticou o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. A autenticidade do vídeo ainda não pôde ser confirmada.

A gravação da Al-Qaeda foi apresentada após o presidente da ANP ter anunciado um novo acordo de cessar-fogo (o segundo em três dias) entre Hamas e Fatah (partidos políticos palestinos que possuem braços armados).

Só anteontem, a violência entre os dois grupos deixou seis mortos. “Qualquer outro caminho diferente ao de uma guerra santa à derrota. Aqueles que buscam libertar a terra do islã por meio de eleições inspiradas nas constituições laicas (...) não libertarão um só grão de areia da Palestina”, afirma Al Zawahiri na gravação.

O “braço direito” de Bin Laden pediu aos palestinos que resistam à idéia de realizar eleições, alegando que o pleito não ajudará na libertação da Palestina, e chamou Abbas de “o homem da América do Norte na Palestina”.

As críticas de Al Zawahiri também pesaram sobre o Hamas, mesmo sem mencioná-lo diretamente, por o partido atualmente no poder ter reconhecido a ANP. “Seu reconhecimento a Abbas é um abismo que ao final conduzirá ao reconhecimento de Israel”, diz a voz da gravação.

“Como não exigir que a Palestina tenha uma Constituição islâmica antes de realizar eleições?”, acrescentou, referindo-se aos comícios realizados pelo Hamas em janeiro, quando o partido derrotou o Fatah (partido de Abbas) nas eleições legislativas.

Membros armados do Hamas e do Fatah têm se enfrentado na ruas de Gaza desde o último domingo, quando Abbas anunciou a pretensão de antecipar eleições legislativas na tentativa de encerrar a crise política e econômica palestina.