Depois dessa, fica a impressão de que nunca deixaram de existir os tais de marajás. O aumento concedido aos parlamentares federais, apesar de já adiado, é imoral, safado e mostra a verdadeira faceta daqueles que de forma hipócrita afirmam defender o povo. São os mesmos que se mostram contrários ao aumento do salário mínimo com a infeliz justificativa de que o aumento real do povão irá quebrar a previdência social. Os presidentes da Câmara Federal, o "bauruense honorário" Aldo Rebelo, e do Senado Federal, Renan Calheiros, ex-líder de Collor de Mello, afirmam textualmente que não irão mudar o índice de reajuste dos famintos deputados. Entretanto, irão cortar o 14.º e o 15.º salário, como forma de ser feita justiça. Quanta justiça, hein? De forma acalorada, o povo começa a protestar contra o abusivo aumento dos salvadores da pátria. Deputados comprometidos com os interesses populares, como a deputada Luiza Erundina, bateram às portas da Justiça, buscando barrar o desonesto aumento. Os presidentes de nossas Casas Legislativas fazem ouvidos moucos e insistem no aumento.
Proponho que comecemos por Bauru. Que tal organizarmos um abaixo-assinado buscando a cassação do título de Cidadão Bauruense concedido a Aldo Rebelo? Com a palavra as entidades representativas da sociedade civil e especialmente aquelas que congregam os aposentados e pensionistas de nossa cidade. Não pode ser bauruense, mesmo que honorário, alguém que tripudia sobre os legítimos interesses da classe trabalhadora e legisla hipocritamente em causa própria.
Antonio Pedroso Júnior