Na lista de projetos, estão incluídas as propostas que tratam da Fundação de Previdência, cujas medidas encontram resistência entre vereadores e dentro do próprio conselho curador da Funprev.
O primeiro projeto de lei propõe a transferência dos inativos e pensionistas remunerados pela Prefeitura Municipal de Bauru, Departamento de Água e Esgoto (DAE) e Câmara Municipal para a Funprev, a partir de 1 de abril de 2007. Isto significa que a prefeitura quer transferir uma conta mensal, hoje de mais de cerca de R$ 1 milhão, para a fundação – cuja despesa é paga pelo Município, sem contar outros 1.300 servidores que já têm condições para aposentadoria e cujo caixa passaria a ter que ser suportado pela fundação.
Para contribuir com esse aumento de despesa no órgão, entretanto, o Executivo acena com o segundo projeto de lei, o que aumenta a alíquota de contribuição previdenciária da Prefeitura de Bauru, DAE e Câmara, referente aos inativos e pensionistas, de 14,5% para 22%, índice máximo permitido por lei, também a partir de 1 de abril de 2007. Isso significa receita de pouco mais de R$ 700 mil/mensais, valor menor que a despesa a ser transferida para a fundação.
O terceiro projeto de lei estabelece o parcelamento da dívida que as administrações anteriores contraíram com a Funprev em razão de não terem repassado contribuições previdenciárias devidas.
Por fim, o quarto projeto de lei torna explícito que os conselheiros eleitos para a Funprev têm direito a se reelegerem uma única vez, não sendo permitida a mudança do Conselho Curador para o Conselho Fiscal, e do Conselho Fiscal para o Conselho Curador, após dois mandatos consecutivos.