São Paulo - Trinta pessoas, entre policiais civis e presos de Buritama (556 quilômetros de SP), na região de Araçatuba, estão sendo acusadas de participar de um esquema de venda e distribuição de drogas dentro da própria delegacia do município. Após mais de um mês de investigação, elas foram denunciadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, e pela Corregedoria da Polícia Civil.
O promotor Marcos Antonio Lelis Moreira, um dos que trabalharam na investigação, disse que houve uma denúncia anônima que indicava a existência, desde 2005, de um grupo responsável pelo transporte, ocultação, armazenamento e distribuição de drogas a consumidores e a outros traficantes da região. O grupo teria a participação de carcereiros e presos da Cadeia Pública de Buritama. Segundo o promotor, o telefone disque-denúncias da delegacia servia como um “disque-drogas”, pois era usado por carcereiros e presos da cadeia na compra e venda de drogas -maconha, cocaína ou crack.
Após a denúncia, foram autorizadas pela Justiça escutas telefônicas que flagraram, de acordo com o promotor, várias negociações durante os 45 dias de investigação. O caso agora está com um juiz da cidade de Buritama que pode aceitar ou não a denúncia do Gaeco e do Ministério Público.