Pais, filhos, parentes e amigos que ainda não tiveram tempo de comprar os presentes de Natal deste ano terão uma última oportunidade hoje, com a abertura das lojas até as 18h tanto no comércio central, no Calçadão da rua Batista de Carvalho, quanto no Bauru Shopping Center.
Ontem, o movimento continuou intenso pelas principais quadras do Centro. As ruas que circundam a avenida Rodrigues Alves, tanto acima quanto abaixo do Calçadão, estavam praticamente sem nenhuma vaga para estacionamento rotativo.
Muitas pessoas ainda procuravam as melhores ofertas e até encomendas de amigo secreto nos estabelecimentos. A dona de casa Neide Lúcia de Oliveira foi uma das que, acompanhada da filha, tentava completar a lista de presentes. Moradora do Jardim Cruzeiro do Sul, ela deixou o presente do marido para o final. “Está faltando apenas o presente do marido para completar a mala de viagem. Nós vamos almoçar e ainda hoje (ontem), logo após o almoço, a família sai para passar o Natal e o Ano Novo em Ilha Comprida”, conta.
Já Gérson da Silva, pedreiro, aproveitou a manhã de ontem, com menos calor que os dias anteriores em função da umidade provocada pela chuva, para levar seu próprio presente para casa, no Calçadão. “Eu já comprei tênis, umas camisas, o presente é para mim mesmo. Mas tenho três filhos e oito netos, além de um bisneto, então tem que arrumar uma lembrancinha para o povo, para não esquecer de ninguém e não deixar ninguém chateado”, comenta.
Acompanhado da esposa, Jussara Maria Rita Prudente, ele disse que pesquisou bem os preços antes de decidir pela compra. “Eu vim outros dias para olhar, procurar, para ajudar a decidir. Acha mais barato se procurar, mas tem que olhar a qualidade do produto também, porque há muita diferença”, sugere Gérson, que mora na Vila Cardia.
Enquanto isso, também no Centro, o morador da Vila Seabra Luiz Manoel Camolez acompanhava a mulher tentando controlar a impaciência entre o corre-corre e as paradas em diferentes lojas. “Eu só venho nas lojas quando é para acompanhar a mulher e nessas datas, porque homem não gosta muito de fazer isso, não. Tenho um filho de 6 anos e o presente dele, um brinquedo, carrinho, já foi comprado. Par alguns produtos mais procurados os preços são parecidos, parece uma espécie de cartel. Mas eu venho todo ano com a família porque é importante essa data”, reclama, referindo-se à eventual operação em que fabricantes ou estabelecimentos de um produto se organizam para controlar o preço.